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Rendimentos Decrescentes, Lei

Rendimentos Decrescentes (Lei)

 

A lei dos rendimentos decrescentes é uma lei tecnológica que pode ser aplicada às mais variadas actividades.
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No que diz respeito ao desporto, permite determinar aquilo que se designa por elite correspondente e, deste modo, estabelecer uma relação lógica entre os praticantes de massa (base) e os praticantes de elite. Deste modo, as decisões em matéria de política desportiva, deixem de estar contaminadas pelos mais diversos circunstancialismos e interesses de conjuntura mais ou menos pessoais, para ganharem a objectividade da racionalidade económica.

 

A lei em causa, diz-nos que ao aplicarem-se acréscimos iguais de um factor variável a uma quantidade constante de um factor fixo, obtém-se uma produção adicional cada vez menor.

Transpondo para o desporto, diremos que, considerando a massa constante, ao investir-se nos praticantes de elite, a partir de um dado momento, obtém-se uma produção adicional de atletas de elite cada vez menor.

Quer dizer que, a elite real poderá aumentar com uma redução de custos até um ponto de inflexão (lei dos rendimentos crescentes), a partir do qual, começará a ter custos cada vez mais elevados (lei dos rendimentos decrescentes), pelo que deixa de ter qualquer interesse continuar a investir recursos no seu aumento qualitativo e ou quantitativo, porque mais não se está a fazer do que a alimentar a burocracia.

O ponto de inflexão a partir do qual não interessa investir mais na elite, é simbolizado por aquilo a que se designa por elite correspondente que é a elite que deve corresponder ao número de praticantes de massa.

A partir desta ideia, é possível determinar a política desportiva, que na perspectiva da procura de um justo equilíbrio, deverá ensaiar fazer coincidir a elite real de um país, com a elite correspondente. É evidente que quando a elite real é menor do que a elite correspondente, as políticas têm de ser dirigidas para a promoção da elite. Mas, quando a elite real é maior do que a elite correspondente é porque a as políticas desportivas têm de ser dirigidas para a promoção da base. Contudo, como estamos no domínio do social, continua a existir uma margem de manobra no que diz respeito às opções em matéria de política desportiva.

Bibliografia

  • Paz, Castejon (1973). La Rationalization des Choix en Matiére de Politique Sportive Esquisse d'une Metodologie Les Intruments Conceptuels, Strasbourg, Conseil de L'Europe.
  • Martinez, Juan de Dios (1973). La Rationalization des Choix en Matiére de Politique Sportive Esquisse d'une Metodologie Les Intruments Mathematiques, Strasbourg, Conseil de L'Europe.
  • Pires, Gustavo (2005). Gestão do Desporto. Desenvolvimento Organizacional, Porto, Associação Portuguesa de Gestão de Desporto.

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