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Prémio Nobel da Paz

CoubertinPara o Comité Olímpico Internacional

O vencedor do Prémio Nobel da Paz de 2013 será anunciado em outubro. Existem 259 propostas. É tempo do Comité Olímpico Internacional (COI), que nos últimos quase cento e vinte anos contribuiu decididamente para a promoção da paz mundial, ser agraciado e, assim, fazer-se justiça à memória de Pierre de Coubertin.

Coubertin, primeiro como secretário e, a partir de 1896, como Presidente, com breves interrupções, foi o responsável direto pelo COI até ao ano de 1925, ano em que saiu, doente, falido e mal reconhecido pelo trabalho realizado. Prova disso são: a entrevista de sua mulher que disse não o perdoar por ter dado cabo do património da família ao serviço do COI; doente porque, em último recurso, teve de aceitar os favores do regime nazi a fim de cuidar do lastimoso estado de saúde em que se encontrava; e, finalmente, quanto à falta de reconhecimento, as duas tentativas falhadas no sentido de lhe ser atribuído o Prémio Nobel da Paz.

Contudo, bem vistas as coisas, nos tempos modernos, se alguém desencadeou, com um enorme êxito, um movimento à escala global de efeitos duradouros em prol da paz essa pessoa foi Pierre de Coubertin ao instituir uma filosofia de vida, o olimpismo moderno, que tem por objetivo colocar o desporto ao serviço do desenvolvimento humano e da paz.

Por isso, é tempo do COI ser agraciado com o Prémio Nobel da Paz e, assim, fazer-se justiça à vida e à obra Pierre de Coubertin ainda hoje tão pouco estudadas e tão mal compreendidas.

Penha Garcia (membro do COI) em 1937 e Francisco Nobre Guedes (Presidente do COP) em 1961, cada um a seu tempo, apoiaram decididamente a candidatura de Pierre de Coubertin ao Prémio Nobel da Paz. Pelas mais diversas razões Coubertin acabou por nunca ser agraciado.

Mas hoje, a partir dos CONs e das Federações Internacionais (FIs), é possível desencadear a uma escala global um movimento internacional de apoio à atribuição do Prémio Nobel da Paz ao Comité Olímpico Internacional que o mesmo é dizer a Pierre de Coubertin.

E o Comité Olímpico de Portugal (COP), relativamente a este assunto, em memória de Penha Garcia e de Francisco Nobre Guedes, tem uma responsabilidade acrescida. Acreditamos que os seus novos dirigentes saberão agir em conformidade. Porque, não chega dizer-se que se apoiam os princípios e os valores do Olimpismo. Tal como no passado, é necessário agir decididamente em sua defesa.

 GP

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Story | by Dr. Radut