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Olimpismo e Lágrimas de Crocodilo

Dinheiro VivoDinheiro Vivo

Pierre de Coubertin (1863-1937) foi um exemplo de abnegação em defesa do neo-olimpismo como ele lhe chamava. E a sua generosidade foi de tal maneira elevada que acabou por delapidar o património da família ao serviço do Comité Olímpico Internacional (COI). Nos primórdios do desporto foram muitos senão todos os dirigentes que, à custa do seu próprio património, levantaram um empreendimento à escala do Planeta. Pagavam uma cota anual ao COI, as deslocações e as estadias decorriam por conta deles, muitas vezes, avançaram com o seu próprio dinheiro a fim de pagarem as atividades da organização.

Comité Olímpico de Portugal

Análise da Situação Financeira - Balanço e Contas de 2011

José Pinto Correia

Exposição de Motivos

Tendo por base o “Balanço e Contas do Comité Olímpico de Portugal (COP) de 2011”, que se encontra devidamente publicado, iremos proceder à realização de uma análise da respectiva situação financeira, usando para tal as bases teóricas e práticas da denominada teoria clássica.

Este trabalho tem o objectivo de fornecer indicações sobre a sustentabilidade e adequação da situação financeira do COP no período em análise (2010 e 2011), também o de poder ser um instrumento que possa servir para divulgar este tipo de informação financeira por todos quantos têm interesse nas actividades do COP e na introdução de um maior nível de transparência das actividades de governação financeira das organizações desportivas nacionais.

A Síndrome de Kallipateira

As Mulheres no Desporto

Gustavo Pires

Quando se fala da pouca participação das mulheres no desporto a primeira coisa que acontece é começar-se a zurzir na figura de Pierre de Coubertin porque, dizem, o homem não gostava de ver as mulheres a praticar desporto. Vão à Wikipédia, tiram umas notas, e desatam a lucubrar sobre a desgraçada situação das mulheres no que diz respeito à prática desportiva cujo primeiro responsável foi Coubertin que acusam de misoginia. Depois, perante os números respeitantes ao género nos Jogos Olímpicos de Londres concluem solenemente que “as certezas do barão de Coubertin caíram por terra”. Estão enganados.

O Olimpismo e o 25 de Abril

Olimpismo & Democracia

Uma das questões que mais perturbou a vida do Comité Olímpico de Portugal (COP) durante os últimos oito anos foram os pagamentos que alguns dos seus dirigentes desportivos receberam a começar pelo seu presidente que, para além da reforma que auferia do Estado, se fez pagar de uma choruda soma sem que, hoje, se saiba, no âmbito da lei portuguesa, com que cobertura legal e com que tipo de descontos para a segurança social e afins.

Olimpismo & Futebol

Jogos Olímpicos

Uma das modalidades a que o futuro presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP) deve dar o máximo da sua inteligência é ao futebol. E deve dar tanta mais inteligência quanto se sabe que, no passado, as decisões relativas à modalidade rainha do desporto português se primaram por alguma coisa foi pela falta dela. Porque, se de uma maneira geral, nos últimos anos, o COP funcionou abaixo da linha de “projeção de tendência” com enormes prejuízos para o desporto português, no que diz respeito ao futebol esta situação, por diversos motivos, revelou-se dramática para o País.

Olimpismo & Desenvolvimento

O Efeito de Ídolo

 

Coubertin nas suas memórias olímpicas escreveu: “para que cem se dediquem à cultura física, cinquenta têm de se dedicar ao desporto; para que cinquenta se dediquem ao desporto, vinte têm de se especializar; para que vinte se especializem, é necessário que cinco se mostrem capazes de realizar proezas extraordinárias. É a designada “Pirâmide de Coubertin”.

Financiamento Público do Desporto

Racionalidade Económica & Social

José Pinto Correia

No desporto verifica-se aquilo a que os economistas denominam como falhas de mercado. Isto é, o mercado actuando de forma própria e autónoma, com os seus incentivos específicos e a sua racionalidade e cálculo económico inerentes, torna-se incapaz de fornecer a uma comunidade o conjunto de bens desportivos que esta mesma comunidade necessita. Por isso mesmo, o estado ao intervir como financiador das entidades públicas ou privadas que promovem o fornecimento dos bens desportivos aumenta essa mesma provisão e a ela permite que acedam indivíduos de todas as faixas etárias que, de modo contrário, deles ficariam arredados ou muito dificilmente lhes acederiam.

Onde Está o Espírito Desportivo

Bárbara GâncioBárbara Gancia e a Folha de São Paulo

A “Folha de São Paulo de  25 de janeiro de 2013" trás um bem circunstanciado artigo da conceituada jornalista Bárbara Gancia acerca dessa incrível pretensão de Carlos Arthur Nuzman presidente do Comité Olímpico Brasileiro de, a todos os títulos, proibir o uso da palavra “olimpíada”.

Esta situação tem de ser atacada de frente e com toda a força não só pelos brasileiros como por aqueles que se interessam, refletem, estudam, ensinam e promovem, sem outro interesse que não seja o educativo, a cultura olímpica.

Por Ordem do Comité Olímpico Internacional

João Boaventura

A Propósito dos Direitos do Comité Olímpico Brasileiro (*)

João Boaventura

O problema em questão põe-se porque há uma lei, do Comité Internacional Olímpico (CIO) que a impõe, a Carta Olímpica, espécie de Constituição desse Comité que estipula o seguinte, a pp. 12 e seguintes:

Cada Comité Olímpico Nacional é responsável perante o CIO por fazer respeitar no seu país as Normas 12 [Símbolo Olímpico], 13 [Bandeira Olímpica], 14 [Lema Olímpico], 15 [Emblema Olímpico], 16 [Hino Olímpico] e 17 [Direitos dobre o símbolo, a bandeira, o lema e o hino olímpicos], e o seu texto de aplicação e tomará as medidas oportunas para impedir toda a utilização do símbolo, da bandeira, do lema, e do hino olímpicos que seja contrária a estas Normas e a seu texto de aplicação. Tentará também obter protecção jurídica, em benefício do CIO, dos termos “Olímpico” e “Olimpíada”.

Dito isto, todos os Comités Olímpicos Nacionais (CON) têm essa defesa nos seus estatutos, e como reforço jurídico, em normativos de cada Governo, impedindo o seu uso, como se verificará.

Portugal & Brasil

Olympic RingsO Terror dos Símbolos Olímpicos

Gustavo Pires

O Comité Olímpico Brasileiro a fim de questionar a utilização por uma sociedade científica da palavra “Olimpíada”, assumiu o desgraçado papel de polícia dos usos e costumes. E, como refere Fernando Mascarenhas, está a fazê-lo com a máxima competência. Porque, para questionar as designadas “Olimpíadas Científicas” apelou para um “extenso aparato legal”:

a Lei 9.279/96 - Lei da Propriedade Industrial, a Lei 9.615/98 - Lei Pelé, Lei 9.610/98 - Lei de Direitos Autorais, a Lei 8.078/90 - Código de Defesa do Consumidor e a Lei 12.035/2009 - Ato Olímpico, isto sem falar do Tratado de Nairóbi, que se refere à proteção dos símbolos olímpicos e do qual o Brasil é signatário, posição ratificada pelo Decreto-Lei 90.129/84. 

Fernando Mascaranhas estando certo, está enganado. De facto, o COB foi buscar um "extenso aparato legal" só que o "aparato legal" da lei portuguesa é bem mais intimidador.

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by Dr. Radut