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Congresso Olímpico Nacional (alternativo)

Governação e Financiamento do Desporto de Elite

José Pinto Correia

O modelo de governação e financiamento do desporto de elite português tem apresentado resultados internacionais fracos ao longo de muitos anos, cuja expressão mais categórica tem sido demonstrada nas recentes participações nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008 e de Londres 2012. Estão reconhecidas limitações sérias naquele nosso modelo que importa considerar à luz de resultados de estudos comparativos de outros países. Neste trabalho procura, assim, fazer-se a apresentação dos principais factores que determinam o sucesso ao nível do sistema desportivo de elite em vários países e extrair dessas indicações um conjunto de elementos que permitam induzir as convenientes alterações no modelo de governação e financiamento do desporto de elite português.

Congresso Olímpico Nacional (alternativo)

Entre o Passado e o Futuro

Manuel Sérgio

Entre o Passado e o Futuro é o nome de um livro de Hanna Arendt. Posso até começar com uma frase deste livro:

“O testamento, que indica ao herdeiro aquilo que legitimamente lhe pertence, transmite ao futuro os bens do passado. Sem testamento ou, para aclarar a metáfora, sem a tradição – que escolhe e nomeia, que transmite e preserva, que indica onde se encontram os tesouros e qual o seu valor – é como se não existisse continuidade no tempo e como se, por conseguinte, não houvesse nem passado nem futuro, em termos humanos, mas apenas a perpétua mudança do mundo e o ciclo biológico dos seres vivos” (Relógio d´Água Editores, 2006, p.19).

Costuma dizer-se que a civilização ocidental assenta sobre quatro pilares:

  1. a filosofia grega;
  2. o espírito jurídico latino;
  3. a religião judaico-cristã e o espírito crítico que nasce com o Renascimento.

Mas... o que distingue o nosso tempo?

Congresso Olímpico Nacional (alternativo) Apresentação

No Espírito de Pierre de Coubertin

 Um congresso, por definição, é uma reunião de pessoas pertencentes a uma determinada área de estudo ou profissão que se realiza com o objetivo de se apresentarem trabalhos, trocarem ideias, confrontarem projetos e para, deste modo, preparar, de uma forma livre e aberta, a organização do futuro. A última coisa que um congresso pode ser é uma reunião fechada, sepulcral, em que um conjunto reduzido de pessoas, de uma forma pouco menos que secreta, procura criar as condições para melhor exercerem um poder com reduzida legitimidade social. Um congresso deste tipo não passa de uma “reunião de claque”, sem o mínimo interesse de ordem social para o desenvolvimento e o progresso seja de que atividade for.

Reflexões Olímpicas

Os Jogos da Lusofonia na Índia

José Pinto Correia

De facto pode fazer-se parte da direcção de um movimento com fundamentos filosóficos que enaltecem a condição humana na sua vontade, audácia e ambição sem que se dêem os passos certos que praticam esses mesmos fundamentos. O nosso dirigismo no Movimento Olímpico tem-se comportado exactamente desse modo ao longo de muitos anos, sem competência, sem rigor no respeito aos princípios, com vacuidade de propósitos e ausência quase completa de resultados desportivos.

Fechou-se o ano passado entre nós um ciclo medíocre de direcção do Movimento Olímpico e imaginava-se um novo fôlego, com uma nova governação, melhor condução estratégica, clara definição de prioridades e fixação de objectivos desportivos. Passado esse ano completamente, tudo parece voltar a colocar-se ao mesmo nível de incapacidade e de desacerto do passado. O caso exemplar desta inadequação da liderança do Movimento Olímpico é o que se está a passar com os “Jogos da Lusofonia” a decorrerem na Índia, ou mais especificamente em Goa.

Mil Novecentos e Oitenta e Sete

Cavaco Silva

Anda uma certa comunicação social a tentar branquear o que se passou em 1987, quando a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou, com 129 votos, um apelo para a libertação incondicional de Nelson Mandela. Os únicos três países que votaram contra foram os Estados Unidos da América, de Reagan, a Grã-Bretanha, de Thatcher, e o governo português de Cavaco Silva.

O argumento é o de que numa outra resolução posterior o Governo Português votou pela libertação de Nelson Mandela.

Mas porque é que Portugal não se absteve como outros países europeus?

Não se absteve simplesmente para fazer um frete aos EUA e à Inglaterra.

A desculpa cavaquista de que o fez para proteger os cerca de 600 mil portugueses que viviam na África do Sul, para além de ser de mau pagador, revela uma inversão absoluta daquilo que, ao tempo, se passava naquele país. O que aconteceu foi que com a sua posição o Governo Português pôs muito mais em risco os portugueses que viviam na África do Sul do que, simplesmente se se tivesse abstido.

Nelson Mandela (1918-2013)

A Verdade é a Verdade…

Intervenção do Deputado António Filipe, em 18 de Julho de 2008, na Assembleia da República:

“(…) quando, em 1987, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou, com 129 votos, um apelo para a libertação incondicional de Nelson Mandela, os três países que votaram contra foram os Estados Unidos da América, de Reagan, a Grã-Bretanha, de Thatcher, e o governo português, da altura.”

Direitos das Crianças

ONU & COI

A utilização de crianças para fins de promoção e publicidade pessoal ou institucional viola o princípio da proteção integral a que devem estar sujeitas

Arregimentar crianças para fins políticos comerciais ou outros é uma prática, segundo a Declaração Universal dos Direitos das Crianças, simplesmente inadmissível.

Por isso, a Organização das Nações Unidas, em 20 de novembro de 1989, adotou por unanimidade a Convenção sobre os Direitos da Criança.

Olimpicamente Desajustado

José Manuel Constantino e os aneisA Proteção do Emblema Olímpico

O imperativo categórico de Kant diz-nos que devemos agir de maneira a que as nossas atitudes em relação às circunstâncias possam ser adquiridas como leis universais.

Ora bem, esta assunção leva-nos a aceitar que as nossas ações individuais e coletivas devem estar imbuídas de um sentido crítico que procura aferir da justa aplicação do princípio categórico enunciado.

Assim sendo,

a pergunta que se coloca é a que procura saber da legitimidade da utilização de crianças  numa campanha de marketing comercial e pessoal.

Cinesiologia ou Sciencia do Movimento

A Quem nos Ler

Paulo Lauret

Consintam que seja eu mesmo quem lhes apresente meu ultimo trabalho, que tão humilde o classifico, que não me atrevo a expol-o no mercatlo; resolvi distribuil-o ás pessoas que me honram, dispensando-me a sua protecção e amisade, pedindo-lhes que me auxiliem na ardua tarefa a que me propuz: tal é a de introduzir os exercícios do corpo como elemento educativo da mocidade d'hoje, que tanto carece de forças para poder resistir ao peso de tantas exigencias.

Do Comité Internacional dos Jogos Olímpicos

Para o Comité Olímpico Internacional

No terceiro quartel do Século XIX, como refere Young (2013), o conceito de amador “não tinha sequer sido inventado” [i]. A questão da dialética “amador x profissional” só emergiu na sua plenitude com a própria fundação do Comité Internacional do Jogos Olímpicos[ii] cujo primeiro Congresso, realizado em 1894, foi organizado tendo como um dos seus objetivos principais o esclarecimento do conceito de amador.

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