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He Zhenliang (1929-2015)

Membro do COI

Faleceu He Zhenliang um dos dirigentes desportivos que mais contribuiu para a unidade do Movimento Olímpico Internacional.

Ele foi eleito como membro do COI em 1981, servindo no cargo até 2010, data a partir da qual passou a ser membro honorário do COI. Pertenceu ao  Conselho Executivo do COI por três vezes (1985-1989, 1994-1998 e 1999-2003). Exerceu as funções de vice-presidente do COI de 1989 a 1993.

Foi membro das seguintes Comissões:

  • Olympic Solidarity (1981-1987)
  • Olympic Movement (1985-1999)
  • Apartheid and Olympism (1989-1992)
  • Council of the Olympic Order (1989-1993)
  • Preparation of the XII Olympic Congress (1990-1993)
  • Study of the Centennial Olympic Congress – Congress of Unity (1994-1996)
  • “IOC 2000” (1999)
  • “IOC 2000” Reform Follow-up (2002)
  • 2009 Congress (2006-2009)

He Zhenliang faz não só parte da história do Movimento Olímpico na República Popular da China como da história do Movimento Olímpico Internacional. Da Revista Portuguesa de Ciências do Desporto (2009), 2, 73-153, respigamos a prosa que se segue da autoria de Pires, Gustavo com o título" O Olimpismo Hoje: De uma Diplomacia do Silêncio para uma Diplomacia Silenciosa: O Caso das Duas Chinas".

A Rutura de Pierre de Coubertin com a Educação Física

Prefácio

Carlos Colaço

Ao prefaciar este livro de Gustavo Pires começo com uma questão: - É o livro que faz o destinatário ou é o destinatário que faz o livro?

Muito provavelmente, acontecem, em simultâneo, as duas situações. Se, por um lado, o livro com a sua mensagem vai ao encontro do destinatário provocando-lhe curiosidade e interesse, por outro lado, o livro nasce porque existe um destinatário pronto para consumi-lo, quer dizer, interessado na problemática tratada no livro. É nesta dupla abordagem que entendo o livro que agora prefacio. É escrito para aqueles que se interessam pelo tema da génese do Movimento Olímpico internacional mas também é escrito para aqueles que, potencialmente, se poderão vir a interessar.

Sobre o autor direi que o livro, para abreviar o título, “A Rutura de Pierre de Coubertin com a Educação Física”, é escrito por alguém que, em Portugal, mais tem dedicado o seu tempo a estudar e a tentar perceber não só a “mítica” personalidade de Pierre de Coubertin como, no quadro do desenvolvimento e da gestão do desporto, a dinâmica do Movimento Olímpico moderno, tanto em termos nacionais como internacionais. Ao fazê-lo, Gustavo Pires, aliás como é timbre nos seus escritos, procura atingir um público mais vasto do que aquele que, enquanto docente, encontra na sala de aula, na perspetiva de colocar o trabalho ao alcance do interesse de um auditório bem mais vasto eventualmente interessado nas questões relativas aos primórdios do Movimento Olímpico que, ainda hoje, influenciam a maneira como as generalidade das pessoas olha para o desporto.

Movimento Olímpico Moderno

120 Anos de Vida

O Movimento Olímpico moderno nasceu precisamente há 120 anos aquando da realização de de 18 a 23 de junho de 1894 do Congresso Atlético Internacional em Paris na Sorbonne. Depois os primeiros Jogos Olímpicos (Jogos da Olimpíada) foram celebradas em Atenas na Grécia em 1896.

Tempos de Rutura

Em finais do século XIX, de uma maneira geral, todos os movimentos de Educação Física (EF) e desporto libertos de preconceitos tinham subjacentes preocupações políticas, patrióticas e militares, para além das higiénicas e educativas. Por isso, no que diz respeito ao Olimpismo enquanto movimento de EF surgido no século XIX, as suas relações com a política aconteceram, como não podia deixar de ser, desde que Pierre de Coubertin idealizou a institucionalização dos Jogos Olímpicos (JO). Porque, ao fazê-lo, teve como objetivo mais profundo ultrapassar a enorme crise de degenerescência em que os Franceses se encontravam desde que o exército de Napoleão III (1808-1873) sofreu uma enorme derrota em Sedan (2 de setembro de 1870) infligida pelo exército prussiano comandado por Otto von Bismarck (1815-1898).

Dia Olímpico

Bandeira

23 de Junho

O Dia Olímpico foi comemorado pela primeira vez em 1948 a fim de celebrar o nascimento dos Jogos Olímpicos da era moderna a 23 de junho de 1894 na Sorbonne em Paris com o objetivo de promover a prática desportiva em todo o mundo independentemente da condição social, da idade, do género ou da capacidade atlética de cada um.

Porquê 23 de Junho?

Os Jogos Olímpicos

Perspetivas Futuras (*)

João C. Boaventura

Druon apresentou, em 1980, à Comissão da Cultura e da Educação do Conselho da Europa, um extenso relatório onde historiou as origens dos Jogos Olímpicos para argumentar a necessidade de centrar, de uma vez por todas, a sede dos Jogos Olímpicos em Olímpia (Grécia), local geográfico da sua génese.

A razão ou razões da proposta: recuperar o espírito olímpico, perdido por motivos, económicos, comerciais e publicitários. Daqui a proposta do estabelecimento permanente dos Jogos na Grécia, à qual acresceria a eliminação dos jogos colectivos e a comercialização. Com o que se não concorda. Os excessos hão-de existir sempre, quer os jogos se realizem em Olímpia ou em Seul, Roma, Moscovo ou Los Angeles. Como diria Pierre de Coubertin: «A ideia de suprimir o excesso é uma utopia dos não desportistas». O excesso publicitário e comercial tem permitido ao Comité Internacional Olímpico obter uma boa fonte de receita, a qual lhe vem facultando, através da Solidariedade Olímpica, o poder acudir aos países menos favorecidos desportivamente.

A Família Herédia e o Olimpismo

Francisco Fernandes

O Doutor Francisco Fernandes é um caso singular no mundo do desporto nacional. Nasceu no Funchal em 1952, viveu alguns anos na cidade da Horta, onde conclui os estudos no âmbito do ensino secundário. Posteriormente, em Lisboa, obteve uma Licenciatura em Finanças no Instituto Superior de Economia da Universidade Técnica de Lisboa e, mais tarde, um Mestrado em Gestão do Desporto e um Doutoramento em Motricidade Humana na Faculdade de Motricidade Humana da Universidade Técnica de Lisboa. É, ainda, Doutor Honoris Causa em Administração Pública pela Universitas Sancti Cirilli de Malta.

O Doutor Francisco Fernandes tem dedicado com brio e proficiência a sua vida ao desporto. Foi jogador e treinador de basquetebol, fundou o Clube dos Amigos do Basquetebol na Região Autónoma da Madeira tendo sido seu dirigente. Nos anos noventa foi presidente do Instituto do Desporto da Região Autónoma da Madeira e, posteriormente, Secretário Regional de Educação e Cultura. O Doutor Francisco Fernandes para além de participar com regularidade em congressos científicos no âmbito do desporto tem vários livros publicados relativamente à problemática do desenvolvimento do desporto.

Os Seis Pilares do Olimpismo Moderno

COIAo Serviço do Desenvolvimento e da Paz

Gustavo Pires

Para Pierre de Coubertin o Olimpismo era um projeto de transformação do mundo. Mas um projeto que ele sabia estar em transformação contínua como a própria sociedade estava. Por isso, para além do desporto e da educação a questão de fundo do Olimpismo era a cultura. E era a cultura porque era política.

Não podia ser de outra maneira. A ideia da restauração dos Jogos Olímpicos ocorreu entre guerras. Primeiro as Guerras Napoleónicas (1799-1815) que opuseram a grande maioria das nações europeias. Depois, veio a Guerra Franco-Prussiana. Em setembro 1870, Napoleão III foi obrigado a capitular na batalha de Sedan (1/9/1870) perante os exércitos alemães comandados por Bismarck.

Congresso Olímpico Nacional (alternativo)

Olimpismo & Complexidade

Manuel Sérgio; Gustavo Pires; Margarida Mascarenhas; Elsa Pereira

 

1.Apresentação

Muito embora a história não se repita com exatidão, o futuro também não surge por acaso.

Congresso Olímpico Nacional (alternativo)

Tenreiro

Há Desafios Desportivos que Vale a Pena

Outros Nem Tanto

Fernando Tenreiro

Estamos na cauda da Europa e essa é uma evidência estatística que está por assumir no Desporto em Portugal e retirar as devidas ilações. A evidência estatística não se tornou uma evidência de política desportiva em Portugal no sentido da transformação de um Tudo, parecido com o Tudo de Almada Negreiros. Porém, para realizar esse Tudo desportivo e português há questões vitais que não sendo percepcionadas e assumidas na sua emergência desportiva e nacional demoram “séculos” a encontrar uma solução simples e motivadora para todos os agentes e parceiros e para o país que respondam “à uma” à gravidade detectada.

O objecto deste artigo para um Congresso Olímpico Alternativo é a afirmação da necessidade de um projecto nacional para o desporto português e a convicção da viabilidade desportiva, económica, social, cultural e política do desporto português.

A contrária desta convicção é a percepção do desastre em progressão, face a máximas correntes do género “quedos e firmes” que parecem por aí correr por entre as entrelinhas das lideranças das políticas desportivas.

Congresso Olímpico Nacional (alternativo)

Dina Miragaia

Olimpismo: 15 anos de Ciência

Dina Miragaia

Este trabalho tem como objetivo mostrar as tendências de investigação no âmbito do olimpismo, ao longo dos últimos 15 anos (1999-2013). Através de uma revisão sistemática da literatura foi possível analisar um conjunto de indicadores que evidenciam quais têm sido as áreas de investigação mais utilizadas para compreender melhor este fenómeno, bem como os autores (top 25) que mais têm trabalhado nesta matéria. Foi ainda possível identificar o perfil de publicação no que diz respeito à quantidade de trabalhos produzidos nas categorias de artigos e livros, bem como os países que mais têm publicado sobre esta matéria. Foi ainda analisado o perfil de produção científica desenvolvida em língua portuguesa.

É consensual a ideia sobre a importância que o olimpismo tem no desenvolvimento desportivo de cada país. Os valores associados ao conceito de olimpismo vão muito além da componente competitiva canalizada a maioria das vezes para os jogos olímpicos. Trata-se de um fenómeno complexo com a particularidade de poder agregar simultaneamente e de forma transversal, diferentes áreas do conhecimento.

Deste modo, tratando-se de um fenómeno mundial e milenar, importa entender de que forma a ciência tem olhado para esta questão.

Saber-se quanto se tem publicado, quais áreas disciplinares e os respetivos autores são elementos fundamentais para quem pretender desenvolver estudos sobre esta matéria. A análise desses elementos permitirá identificar quais são os âmbitos que carecem de um maior reforço e evidenciará qual tem sido o interesse da comunidade científica mundial sobre esta matéria. Esta informação pode ser extremamente útil na clarificação de linhas de investigação a desenvolver no futuro. (ler mais)

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