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Congresso Olímpico Nacional (alternativo)

Olimpismo & Complexidade

Manuel Sérgio; Gustavo Pires; Margarida Mascarenhas; Elsa Pereira

 

1.Apresentação

Muito embora a história não se repita com exatidão, o futuro também não surge por acaso.

Congresso Olímpico Nacional (alternativo)

Tenreiro

Há Desafios Desportivos que Vale a Pena

Outros Nem Tanto

Fernando Tenreiro

Estamos na cauda da Europa e essa é uma evidência estatística que está por assumir no Desporto em Portugal e retirar as devidas ilações. A evidência estatística não se tornou uma evidência de política desportiva em Portugal no sentido da transformação de um Tudo, parecido com o Tudo de Almada Negreiros. Porém, para realizar esse Tudo desportivo e português há questões vitais que não sendo percepcionadas e assumidas na sua emergência desportiva e nacional demoram “séculos” a encontrar uma solução simples e motivadora para todos os agentes e parceiros e para o país que respondam “à uma” à gravidade detectada.

O objecto deste artigo para um Congresso Olímpico Alternativo é a afirmação da necessidade de um projecto nacional para o desporto português e a convicção da viabilidade desportiva, económica, social, cultural e política do desporto português.

A contrária desta convicção é a percepção do desastre em progressão, face a máximas correntes do género “quedos e firmes” que parecem por aí correr por entre as entrelinhas das lideranças das políticas desportivas.

Congresso Olímpico Nacional (alternativo)

Dina Miragaia

Olimpismo: 15 anos de Ciência

Dina Miragaia

Este trabalho tem como objetivo mostrar as tendências de investigação no âmbito do olimpismo, ao longo dos últimos 15 anos (1999-2013). Através de uma revisão sistemática da literatura foi possível analisar um conjunto de indicadores que evidenciam quais têm sido as áreas de investigação mais utilizadas para compreender melhor este fenómeno, bem como os autores (top 25) que mais têm trabalhado nesta matéria. Foi ainda possível identificar o perfil de publicação no que diz respeito à quantidade de trabalhos produzidos nas categorias de artigos e livros, bem como os países que mais têm publicado sobre esta matéria. Foi ainda analisado o perfil de produção científica desenvolvida em língua portuguesa.

É consensual a ideia sobre a importância que o olimpismo tem no desenvolvimento desportivo de cada país. Os valores associados ao conceito de olimpismo vão muito além da componente competitiva canalizada a maioria das vezes para os jogos olímpicos. Trata-se de um fenómeno complexo com a particularidade de poder agregar simultaneamente e de forma transversal, diferentes áreas do conhecimento.

Deste modo, tratando-se de um fenómeno mundial e milenar, importa entender de que forma a ciência tem olhado para esta questão.

Saber-se quanto se tem publicado, quais áreas disciplinares e os respetivos autores são elementos fundamentais para quem pretender desenvolver estudos sobre esta matéria. A análise desses elementos permitirá identificar quais são os âmbitos que carecem de um maior reforço e evidenciará qual tem sido o interesse da comunidade científica mundial sobre esta matéria. Esta informação pode ser extremamente útil na clarificação de linhas de investigação a desenvolver no futuro. (ler mais)

Congresso Olímpico Nacional (alternativo)

Desporto Fora da Caixa – Pensamento Estratégico

Abel Figueiredo

(abel.figueiredo@esev.ipv.pt)

Introdução

Quando Sam Loyd publica em 1914 o Christopher Columbus's Egg Puzzle, estabelece a esteira para o Puzzle dos Nove Pontos que dá origem à expressão “out of the box” ou “thinking outside of the box”, ou seja, pensamento fora dos limites metaforicamente representados como uma caixa: pensamento inovador, criativo.

 

 

 

 

 

 

 

                                 "Christopher Columbus's Egg Puzzle" in: Loyd (1914), p. 301.

Congresso Olímpico Nacional (alternativo)

Francisco Fernandes

A família Herédia e o Olimpismo

Francisco J. V. Fernandes

O desporto e os protagonistas desportivos que, no início do século XX, pontuavam em Portugal eram, com raras exceções provenientes de ambiente de elite que associava as práticas desportivas às vivências sociais e ao envolvimento aristocrático, não sendo de estranhar a assídua presença aos eventos de membros da família real, designadamente o rei D. Carlos, ele próprio exímio sportsman, e a rainha D. Amélia.

Congresso Olímpico Nacional (alternativo)

A Rutura de Pierre de Coubertin com a Educação Física

Do “mens sana in corpore sano” para o “citius, altius, fortius”

Gustavo Pires

1. Apresentação

Os gregos antigos, como sabiam que, na sua ânsia de poder e de glória, os homens tinham necessidade de violência para se sentirem realizados, inventaram os Jogos[1] e, deste modo, sem os custos trágicos da guerra, tornaram a paz gloriosa, através do prazer lúdico da violência controlada. E eles viajavam longas distâncias para consultarem os oráculos e ouvirem as previsões das musas, cassandras e pitonisas, a fim de ultrapassarem as dúvidas e anseios das suas vidas, mas também para participarem nos grandes festivais de destrezas, de lutas, de corridas, de récitas, de música e de dança que eram os Jogos, realizados em honra de Zeus, o rei dos deuses. À época, os Jogos eram o ponto nevrálgico da vida grega, num perfeito compromisso de emoções e de sentimentos entre o homem, a natureza e a sociedade. A música e a dança faziam parte dos rituais de batalha e a deusa da alegria, do prazer e do divertimento, de seu nome Paidia, geria o clamor da diversão que, sob o comando de Ares o deus da guerra, podia ir até ao amargo sabor doce da violência selvagem cantada por Homero. Por outro lado, Apolo, deus do rigor, da ordem e do futuro, assediado pelo êxtase frenético das festas e do prazer de Dionísio deus do vinho, promovia a excelência da “areté”, que os gregos desenvolviam através do exercício da violência controlada no polissémico do conceito de “agôn”, acerca do qual Friedrich Nietzsche (1844-1900), o filósofo da energia vital, da vontade de poder e do super-homem, em 1872, escreveu o texto "A Competição em Homero” e Pierre de Coubertin, em 1892 propôs o regresso a esses valores.

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Do Festival Olímpico da Juventude Europeia aos Jogos Olímpicos

Levantamento e Análise do Percurso dos Atletas

Rui Moura Esteves

Com o presente ensaio pretendemos estudar o Festival Olímpico da Juventude Europeia (FOJE), inicialmente criado com o nome Jornadas Olímpicas da Juventude Europeia (JOJE), e observar o seu crescimento e evolução desde o início até este momento, tendo como principal foco a participação portuguesa.

 O principal objetivo do presente estudo é apresentar a participação portuguesa em cada Edição do Festival Olímpico da Juventude Europeia e os atletas que, tendo passado pelo FOJE, mais tarde integraram as delegações que marcaram presença nos Jogos Olímpicos, referindo os seus resultados.

 Durante a recolha da informação apresentada neste estudo, ficou clara a dispersão de dados por vários documentos, sendo importante criar um documento que reunisse toda a informação existente sobre os vários eventos.

 Este tipo de sistematização de dados, cruzando os dados de todas as Edições do FOJE com os dados das participações portuguesas nos Jogos Olímpicos, era necessário para se poder criar uma base de dados facilmente consultável, com a possibilidade de fazer alterações em função de novas participações no FOJE e nos Jogos Olímpicos.

A metodologia utilizada na realização deste estudo consistiu na recolha e leitura dos Relatórios dos Chefes de Missão nas várias Edições de Verão do FOJE em que Portugal participou e dos Relatórios dos Chefes de Missão das missões Olímpicas de Atlanta 96 a Londres 2012, disponibilizados pelo Comité Olímpico de Portugal, e na recolha de informações na internet nos sítios oficiais dos Comités Olímpicos nacionais dos países participantes no FOJE, no sítio oficial dos Comités Olímpicos Europeus e nos sítios oficiais existentes de alguns dos eventos. Foi também recolhida informação a partir dos documentos principais que regem a actividade dos principais órgãos de gestão do evento, como a Carta Olímpica, de Julho de 2011, a Carta do Festival Olímpico da Juventude Europeia, de Novembro de 2008 e os Estatutos dos COE, de Novembro de 2011.

Neste trabalho será então compilada a informação recolhida de forma a apresentar uma visão geral das Edições de Verão do FOJE, seguida de uma exploração de cada Edição, da apresentação do número de participantes por género e por modalidade e, por fim, das participações Olímpicas. (ler mais)

 

 

Congresso Olímpico Nacional (alternativo)

O fenómeno da participação e inclusão da mulher nos Jogos Olímpicos

um contributo ético para o valor da igualdade

Cláudia Santos

Nos Jogos Olímpicos antigos as mulheres eram proibidas de entrar no estádio para assistirem aos jogos. Essa regra machista era aplicada mesmo às mães e às esposas dos concorrentes mas, surpreendentemente, não às meninas novas. De facto, era permitido às virgens assistirem aos jogos. A punição para toda e qualquer mulher que ousasse quebrar esta regra era ser jogada dos penhascos de Typaion. Contudo, Kallipateira, quebrou essa regra e não foi punida.

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João Marreiros

(re)Pensar o Movimento Olímpico

A verdade dos factos na criação  do Comité Olímpico Português

João Marreiros

Ao efectuar este trabalho de pesquisa sobre a data da fundação do Comité Olímpico Português, foram consultados, textos, revistas, livros, diapositivos e internet dos investigadores, que são mencionados com a devida vénia: Carlos Cardoso, Gustavo Pires, João Marreiros, Monge da Silva, Orlando Azinhais e Sequeira Andrade.

Encontrei na internet um blogue sobre o Remo. Com a devida vénia a Carlos Henriques que, com artigos desconhecidos sobre a história dos desportos náuticos, pretende colocar a sua beleza em destaque através de documentos relativos ao Comité Olímpico Português, nomeadamente à trágica morte do maratonista Francisco Lázaro nos Jogos Olímpicos que se realizaram no ano de 1912, na cidade de Estocolmo, na Suécia.

É evidente, que uma investigação desta natureza nunca está concluída, por isso, para quem nos lê, todos os elementos que nos forneçam será sempre uma mais-valia para que a reposição da verdade seja um passo largo para quem tutela os organismos desportivos, nomeadamente o Comité Olímpico de Portugal.

Com base nos documentos que fazem história, sentimos que é necessário melhorar a investigação, pois o que fizemos foi somente tentar explicar a divulgação da realidade factual, contudo os factos apontam a data de 30 de Abril de 1912 como a da constituição do Comité Olímpico Portuguez.

Desde o ano de 1988 que sou Membro Efectivo da Academia Olímpica de Portugal, que tem como atribuições o estudo, a investigação e a divulgação do Olimpismo nas manifestações olímpicas, quer na Antiguidade, quer na Era Moderna, as suas causas e os seus efeitos nos campos educativo, filosófico, desportivo, social e político.

Assim, é nessa qualidade que este estudo de investigação, com datas e factos, que estão devidamente provados por documentos originais, acerca do Movimento Olímpico em geral e na criação do Comité Olímpico Português em particular, que este trabalho é apresentado através do Fórum Olímpico de Portugal onde também sou Associado Efectivo.

Como nota final, por vezes escrevemos com a grafia da época, século XIX e XX, como consta do original escrevendo ainda grande parte do trabalho, sem o acordo ortográfico.

Ler o artigo todo (PDF)

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Governação e Financiamento do Desporto de Elite

José Pinto Correia

O modelo de governação e financiamento do desporto de elite português tem apresentado resultados internacionais fracos ao longo de muitos anos, cuja expressão mais categórica tem sido demonstrada nas recentes participações nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008 e de Londres 2012. Estão reconhecidas limitações sérias naquele nosso modelo que importa considerar à luz de resultados de estudos comparativos de outros países. Neste trabalho procura, assim, fazer-se a apresentação dos principais factores que determinam o sucesso ao nível do sistema desportivo de elite em vários países e extrair dessas indicações um conjunto de elementos que permitam induzir as convenientes alterações no modelo de governação e financiamento do desporto de elite português.

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