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Pierre de Coubertin (1863-1937)

Textos Escolhidos

O Comité Internacional Pierre de Coubertin com o apoio da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul / Porto Alegre / Brasil acabou de publicar em português uma seleção de textos de Pierre de Coubertin. Os editores foram Norbert Müller e Nelson Todt.

Esta obra, de que já existe, pelo menos, uma edição em língua inglesa e outra em língua castelhana, é de fundamental importância para a compreensão e divulgação do pensamento de Pierre de Coubertin. Há muitos dirigentes e técnicos no Movimento Olímpico a falarem de Pierre Coubertin sem nunca terem, minimamente, lido a sua obra. Acontece até que hoje, em nome de Coubertin, cometem-se os maiores dislates.

A partir de agora, deixou de haver desculpas. Sobretudo para aqueles dirigentes que ligados aos Comités Olímpicos Nacionais têm a obrigação de defenderem e preservarem o pensamento e a obra de Pierre de Coubertin cuja ideia fundamental foi a de colocar o desporto ao serviço da paz e do desenvolvimento humano.

A presente edição dos textos de Pierre de Coubertin, que foi publicada sob os auspícios do Comité Olímpico Internacional, ficou-se sobretudo a dever ao Prof. Nelson Todt Presidente do Comité Brasileiro Pierre de Coubertin e Professor Titular da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul / Porto Alegre. Sem o seu entusiasmo, dedicação e competência tal nunca teria sido possível.

A obra está disponível numa versão eletrónica gratuita no link:

http://ebooks.pucrs.br/edipucrs/Ebooks/Pdf/978-85-397-0736-2.pdf

Fórum Olímpico de Portugal

A Síndrome Blatter

 e o Futuro do Movimento Olímpico

Gustavo Pires

Joseph Blatter presidente da FIFA é membro do Comité Olímpico Internacional (COI) desde 1999. O seu currículo é impressionante. Para além de vários cargos em diversas organizações desportivas, apresenta numerosas condecorações das quais se destaca a Ordem de Mérito Olímpico. Apesar disso, Blatter desceu aos infernos da humilhação quando, em vésperas daquilo que seria uma pacata eleição para um escandaloso quinto mandato, viu nove diretores da FIFA serem presos pelo “Federal Bureau of Investigation” (FBI), acusados de fraude, extorsão e lavagem de dinheiro.

A Competição em Pierre de Coubertin

coubertin2.jpgCitius * Altius * Fortius

Gustavo Pires

O presente ensaio tem por objetivo especular acerca da perspetiva competitiva de Pierre de Coubertin (1863-1937) que, em finais do século XIX, o levou a estabelecer um corte com os modelos gímnicos, ao tempo preponderantes, a fim de desencadear o desenvolvimento de um novo paradigma, o desportivo,[i] centrado nos valores da competição justa, nobre e leal, da tradição da Grécia antiga.

Os gregos antigos, como sabiam que, na sua ânsia de poder e de glória, os homens tinham necessidade de violência para se sentirem realizados, inventaram os Jogos e, deste modo, sem os custos trágicos da guerra, tornaram a paz gloriosa, através do prazer lúdico da violência controlada. E eles viajavam longas distâncias para consultarem os oráculos e ouvirem as previsões das musas, cassandras e pitonisas, a fim de ultrapassarem as dúvidas e anseios das suas vidas, mas também para participarem nos grandes festivais de destrezas, de lutas, de corridas, de récitas, de música e de dança que eram os Jogos, realizados em honra de Zeus, o rei dos deuses. À época, os Jogos eram o ponto nevrálgico da vida grega, num perfeito compromisso de emoções e de sentimentos entre o homem, a natureza e a sociedade. Se os exercícios e as competições preparavam o corpo para a luta guerreira, a música e a dança faziam parte dos rituais de batalha, e a deusa da alegria, do prazer e do divertimento, de seu nome Paidia, geria o clamor da diversão que, sob o comando de Ares, deus da guerra, podia ir até ao amargo sabor doce da violência selvagem cantada por Homero.

FITescola

A Força pela Saúde - O Corpo ao Serviço da Pátria

Gustavo Pires

 

… ao estudar a sciencia da educação physica temos de assenta-la n’um conhecimento exacto  dos principios geraes  e fundamentaes da anatomo-physiologia,  donde decorre já uma pedagogia; mas temos a coroa-la também os dados de uma sciencia sobrenatural que a completa, afina e justifica.

                                                                                                                                          Weiss de Oliveira, 1929

***

No editorial “Uma Oportunidade Única” da Revista Olimpo nº 142 referente aos meses de Abril / Junho de 2015 assinado pelo presidente do Comité Olímpico de Portugal José Constantino pode ler-se:

...a aplicação às escolas a partir do próximo ano letivo da plataforma interativa FITescola permitindo para além de uma avaliação quantitativa de atributos físicos para desempenho desportivo, a avaliação qualitativa das habilidades motoras e das capacidades funcionais por parte dos professores de Educação Física é uma oportunidade de rastrear o potencial dos jovens em idade escolar e proceder a um aconselhamento mais influente.

O Desporto Entre a Guerra e a Paz

Jogos Interaliados

Os Jogos Interaliados, Paris, 1919

Francisco J. V. Fernandes

Algumas semanas antes do Armistício (Outubro de 1918) Elwood S. Brown, Diretor do Departamento de Athletic Sports do YMCA americano, com base numa bem-sucedida experiência ocorrida anos antes na Filipinas, então envolvendo americanos, filipinos, chineses e japoneses, lança a ideia da realização de uma prova desportiva de massas aberta aos militares dos exércitos Aliados.

Com a ideia a ser adotada pelo próprio General Pershing, Comandante do Exército Aliado na Europa, o convite é dirigido a 29 países, sendo aceite por 18:Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, China, Cuba, Checo-Eslováquia, França, Grã-Bretanha, Grécia, Guatemala, Haiti, Hejaz, Honduras, Itália, Japão, Libéria, Montenegro, Nicarágua, Terra Nova,  Nova Zelândia, Panamá, Polónia, Portugal, Roménia, Rússia, Sérvia, Sião e África do Sul.

Berlioux, Monique

Monique Berlioux (1923-2015)

a

Dama de Ferro

                        Gustavo Pires, Sandra Gomes, João David Duarte

 

“O desporto ensina-nos a lutar, depois é necessário esperar um pouco mais para ganharmos”

Monique Berlioux

Poucas mulheres se destacaram no exercício do poder. São reduzidos os exemplos que podem ser apresentados:

Educação & Desporto

Pinto CorreiaA Educação e o Desporto e a Educação pelo Desporto

José Pinto Correia (*)

As sociedades modernas nos países mais desenvolvidos da Europa, da América do Norte e mais recentemente da Ásia são principalmente baseadas no conhecimento, quer de carácter científico e tecnológico quer artístico e literário, sendo as pessoas, com as suas capacidades e competências diversificadas e criadoras, determinantes nos níveis de progresso contínuo material e imaterial.

A escola, desde os primeiros níveis até ao ensino universitário, continua a ser a instituição fundamental para a transmissão dos conhecimentos historicamente adquiridos, bem como para a criação das aptidões de criatividade, ousadia, visão do futuro, resolução de problemas complexos, espírito crítico e vontade de ruptura, que os jovens adultos detêm e que pelas suas iniciativas transferem ao longo das suas vidas para a sua sociedade.

Desporto na Escola e na Comunidade

As ‘guidelines’ da UNESCO em parceria com o COI

Francisco J. V. Fernandes (*)

A UNESCO, associada a um conjunto de organizações internacionais, entre as quais o Comité Olímpico Internacional, acaba de publicar as orientações para os decisores políticos em matéria de educação física e desporto nas escolas[1], na sua qualidade de Agência das Nações Unidas encarregue de promover, de forma concertada e colaborativa, uma ação participativa destinada a garantir o desenvolvimento integral de cada indivíduo.

Para Irina Bokova, Diretora-Geral da UNESCO, a visão da organização é clara: o desporto e a educação física são essenciais para a juventude, para a vida saudável, para a construção de uma sociedade resiliente, para o combate à violência, mas esse objetivo não se atinge espontaneamente – exige a ação dos governos e o suporte da comunidade, num movimento concertado cujos princípios decorrem da aceitação e promoção dos valores do Movimento Desportivo tais como preconizados pela Carta Olímpica quanto a crenças e princípios centrados no fair-play, respeito, honestidade, amizade e busca da excelência, sendo responsabilidade das organizações desportivas [e da escola] defender e proteger tais valores (Olympic Charter, 2013).

A Competição em Pierre de Coubertin

Citius, Altius, Fortius

Gustavo Pires

O presente ensaio tem por objetivo especular acerca da perspetiva competitiva de Pierre de Coubertin (1863-1937) que, em finais do século XIX, o levou a estabelecer um corte com os modelos gímnicos, ao tempo preponderantes, a fim de desencadear o desenvolvimento de um novo paradigma, o desportivo,[1] centrado nos valores da competição justa, nobre e leal, da tradição da Grécia antiga.

Ética do Desporto

O Pensamento Ético Contemporâneo

e o Desporto

Manuel Sérgio (*)

Segundo Anthony Giddens, no seu livro As Consequências da Modernidade, o que caracteriza o nosso tempo é a sua descontinuidade, em relação às épocas anteriores. As transformações na tecnociência, na filosofia, nos modos de vida, nas mentalidades; a globalização do economicismo neo-liberal, bem expressa numa alta competição sem freios; o ciberespaço, como novo espaço do saber; confundir felicidade com a posse exclusiva de bens materiais: não deixam a este respeito um rasto de dúvida. No entanto, segundo Rawls, uma das “experiências fundamentais” da modernidade é a existência do fact of pluralism, ou seja, a existência de uma incomensurável pluralidade de valores, que reduz a cinzas qualquer unicidade normativa. Por isso, Habermas faz resultar a moral das condições e pressupostos da deliberação democrática, como se nela ressaltassem, límpidas, a dimensão moral, a ética e a pragmática, quero eu dizer: a complementaridade entre o direito e a moral.

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