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Valores Olímpicos

Otávio Tavares

Valores Olímpicos no Séc. XXI

Otávio Tavares

Toda mudança gera, freqüentemente, expectativas e reflexões. Isto é particularmente verdadeiro quando pensamos nos ciclos de tempo. Ao contrário do processo social, que se realiza de maneira longa e quase sempre intangível, a organização humana da contagem dos ciclos do tempo nos fornece um referencial concreto e regular para pensarmos a própria existência. Assim, a passagem dos anos, décadas, séculos e milênios nos sugere verdadeiramente o encerramento de um período e início de um novo. O sentido simbólico da mudança de calendário é forte o bastante para que pensemos que realmente um período da história acabou e outro está para começar. 

Marc Hodler

Marc Hodler

A Estória de um Membro do COI

Gustavo Pires 

Todos os homens têm a sua pequena estória para contar, geralmente insignificante, enigmática e pessoalíssima. Marc Hodler (1918-2006) também tinha a sua mas não era aquela que, seguramente, foi a estória mais importante da sua vida.

O suiço Marc Hodler ficou para a história do Movimento Olímpico internacional como o homem que em 1998 denunciou a corrupção relativa aos processos de candidatura à organização do Jogos Olímpicos, concretamente quanto à candidatura de Salt Lake City (2002). Ao fazê-lo, desencadeou uma das maiores crises de sempre no Comité Olímpico Internacional (COI) uma organização que ao longo da sua história passou por enormes crises e bem complicadas.

Cem Anos

Comité Olímpico de Portugal

Do Sr. Prof. João Marreiros recebemos a informação que agora se divulga. O FOP agradece. Aqui ficam mais dados para os cem anos do Comité Olímpico de Portugal.

Ao efectuarmos os nossos trabalhos de pesquisa sobre a data da fundação do Comité Olímpico Português encontrámos na Internet um blogue sobre o Remo.
Com a devida vénia a Carlos Henriques que pretende publicar no seu blogue actos desconhecidos sobre a história dos desportos náuticos, pretendendo ainda colocar a sua beleza em destaque através do seguinte endereço: 

 
Os documentos do Comité Olímpico Português são alusivos à trágica morte do Maratonista Francisco lázaro nos Jogos Olímpicos que se realizaram no ano de 1912, na cidade de Estocolmo.

Este documento timbrado, do Comité Olympico Português, menciona o valor com que subscreveu o Clube Naval de Lisboa, para o mausoléu de Francisco Lázaro. Curioso é a palavra Olympico estar escrita com y e o carimbo azul ser da Sociedade Promotora de Educação Physica Nacional, cuja sede funcionava no Centro Nacional de Esgrima, no Largo do Picadeiro em Lisboa, nas cercanias do Teatro S. Carlos.

 

História dos Desportos Náuticos

Remo

http://remo-historia.blogspot.com/

Carlos Henriques

Treinador desde 1985 (CFP, CNL, ANL, CNOCA); Fundador da ARL; Fundador da Antremo; Director da FPR; Membro da Comissão Executiva do Comité Paralímpico; ex Presidente do CNL.

O Blogue do Sr. Carlos Henriques é de visita obrigatória para aqueles que se interessam pela história do desporto nacional. 

Biografia

Melo de CarvalhoAlfredo Melo de Carvalho

Eugénio Costa Ruivo
 
Ruivo, Eugénio Costa (2010). Alfredo Melo de Carvalho - Vida e Obra - Contributo para a História da Educação Física e do Desporto em Portugal. Lisboa: Edições Universitárias Lusófonas.
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A publicação do trabalho de retrospectiva sobre a Vida e Obra do professor de Educação Física Alfredo Melo de Carvalho, corresponde ao desafio e à necessidade para as gerações actuais de estudantes do curso de Educação Física, professores, dirigentes de clubes desportivos, autarcas de juntas e de câmaras, atletas e pessoas que realizam um treino de manutenção regular da actividade física de lazer, desporto no trabalho, e de melhoramento da sua condição física de deixar matéria de estudo e de análise.
 
Tem também como objectivo o questionamento, a reflexão da concepção daquilo que nós defendemos relativamente à Democratização Desportiva. Entende-se que o Estado, Escola, o Poder Local, a Saúde, os Clubes desportivos… têm uma responsabilidade acrescida em termos da sua articulação no processo.
 
Os Exemplos da experiência da DGD de 1974-1976 (explosão desportiva, com a criação de milhares de núcleos de praticantes, da formação de animadores e de monitores, do trabalho conjugado com o MFA na (Operação Maio-Nordeste), Serviço Cívico Estudantil, do apoio à formação dos professores do 1º Ciclo; da descentralização em Regiões e responsabilidades para as autarquias no seu papel no quadro da lei das finanças locais no desenvolvimento desportivo.
 
A saída do Dec-lei 675/75 de 3 de Dez que veio dignificar e equiparar a profissão de professor de Educação Física às restantes áreas disciplinares foi uma conquista de todos os profissionais após o 25 Abril.
 
As experiências ocorridas nas autarquias por onde Melo de Carvalho tem deixado a sua marca, é também um dos objectivos pela sua inovação e dar a conhecer como exemplos de Oeiras (Jogos de Barcarena, Corrida do Tejo), Évora (Olimpíadas do distrito de Évora), do Barreiro (Carta Desportiva), Sesimbra (Festival do Mar), Lisboa (Jogos de Lisboa…) apoio ao Movimento Associativo, Seixal (Redefinição e alargamento do trabalho das Seixalíadas com 30 mil participantes), criação do Centro de Educação Física da Armada (CEFA).
 
Da autoria de programas Nacionais de Educação Física (PNEF) antes e depois do 25 Abril (da matriz dos actuais programas serem também da sua inspiração. Programas que já defendia nos anos 60 do séc. XX da sua verticalização entre o ensino Primário e Preparatório, hoje articulados do 1º Ciclo ao secundário.
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O Desporto para Trabalhadores, “Corrida Correr Com O Racismo”, dos 1ºs planos de desenvolvimento das modalidades, do 1º Plano de Preparação Olímpica (onde Moniz Pereira veio a beneficiar com a criação de condições objectivas de apoio a atletas de origem trabalhadora pudessem ter condições para treinar, onde a vitória de Carlos Lopes foi exemplo…).
 
Hoje retoma-se em muitos aspectos aquilo que consubstanciou durante o fascismo que foi cultivar o chamado Desporto Espectáculo (que obviamente tem o seu espaço) mas através da promoção do desporto de bancada vulgo “Império dos Sentados” e em que só o chamado desporto de excelência é no essencial transmitido pelos média é apoiado. Portugal traduz-se por ser o País dos 27 da União Europeia aquele que detêm os maiores índices de inactividade física com todas as consequências que daí advêm. 
 
Neste contexto, também a posição de Alfredo Melo Carvalho está inserida no livro sobre as chamadas Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC), criadas por despacho do Gov. Sócrates (2006), (ME - M Lurdes Rodrigues) e que são designadas de Actividades Físicas Desportivas (AFD) dadas no 1º ciclo (não obrigatórias) como é a Educação Física (obrigatório) que ao invés de ser um complemento da Educação Física está a substituir uma actividade obrigatória pondo em causa todo o processo de maturação e desenvolvimento da criança.
 
Estes são apenas alguns elementos que são aprofundados no livro de uma forma organizada e estruturada em diferentes dimensões, e que procuram traduzir as nossas e de outras estruturas sociais, cívicas e politicas as preocupações no quadro da formação e desenvolvimento humanista que o desporto poderá ter na formação integral da pessoa.  
 
Por isso, chamo a atenção que o lançamento desta publicação pela ULHT destes fragmentos procuram sobretudo salvaguardar a memória colectiva, pois o presente e o futuro não se constrói sem o conhecimento do passado.
 
Este trabalho funda-se no espírito do artigo 79º da CRP corolário e expressão da Democratização Desportiva (Acessos) ocorrida entre 1974-1976, e consubstanciada sempre nos projectos de intervenção como foi o dos Jogos de Lisboa e agora o das Seixalíadas.
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Instalações Públicas Desportivas

Piscina lazerInstalações Públicas Desportivas

Política de Preços

José Pinto Correia (*)

Em Portugal não se discute correntemente a racionalidade económica e política que está na base dos preços associados à prática desportiva. Nem os que respeitam aos preços que os clubes desportivos praticam para os seus associados ou discriminatoriamente para os praticantes ocasionais não-associados. Nem aqueles outros preços que as entidades públicas detentoras da propriedade e/ou da gestão de instalações desportivas diversas praticam nos acessos individuais e de grupo aquelas infra-estruturas desportivas.

Mas a temática associada à formação destes últimos preços do desporto é uma daquelas em que se pode dizer categoricamente que a economia e a política estão intrinsecamente ligadas. Porque ainda que possam existir elementos subjacentes que apenas radiquem em critérios económicos há também indiscutivelmente associados a estes outros critérios ou juízos que relevam de factores e escolhas de natureza política.

Por isso mesmo, é bom relembrar que quando a economia passou a existir como ciência era concebida e se apelidava nos seus primeiros textos autorais como sendo “economia política”.

Explicitemos melhor então algumas das vertentes que podem estar em apreciação e decisão quando se formam os preços de prática desportiva em instalações públicas, detidas por entidades desta natureza colectiva e que não prosseguem o lucro ou os interesses particulares nem uma “função de preferência” dos seus membros, como são neste último caso os clubes desportivos das mais diversas modalidades.

Quando se quer fazer a promoção desportiva através de infra-estruturas públicas, que entre nós habitualmente se entendem como aquelas que foram pagas com dinheiros de entes públicos/estatais e são habitualmente geridas por entes desta mesma natureza pública, central ou local, há custos de funcionamento de vários tipos a considerar para a formação dos preços associados à prática desportiva que nelas pode vir a ter lugar.

Uns destes custos têm a ver com a manutenção e conservação em bom estado de uso, mas outros têm a ver como o seu funcionamento operacional habitual, desde os de pessoal até aos financeiros associados aos financiamentos externos eventualmente contratados para a construção da infra-estrutura respectiva. Já para nem falar das amortizações e reintegrações que habitualmente são esquecidas ou desconsideradas e que são obviamente também custos associáveis à respectiva utilização/funcionamento corrente.

Com base nesses custos gerais de cada instalação desportiva colocam-se opções relativas ao modo como o seu suporte/financiamento pode ser obtido/sustentado no tempo. E aqui a opção pelo “princípio do utilizador-pagador” é apenas uma das várias possíveis do ponto de vista do cálculo económico, e mesmo nela, se adoptada, há várias hipóteses de repercussão nos consumidores/utilizadores, que vão desde o suporte integral por estes até às do estabelecimento de preços que sejam apenas correspondentes a meras percentagens dos diferentes tipos de custos envolvidos na infra-estrutura.

Mas há ainda outras possibilidades de definição das políticas de preços para estas instalações públicas que passam pelos análise e pressupostos dos denominados “preços contingentes”, onde se avaliam as reais disposições dos utilizadores/consumidores para pagarem – mesmo quando à partida parece que eles deixariam de consumir/utilizar se os bens deixassem de ser gratuitos – e se estabelecem preços que correspondem a essa disposição limitada de pagamento pelos respectivos bens ou serviços.

Nestas variadas possibilidades de “preços contingentes”, a que se podem acrescentar as nuances que resultam das políticas de preços discriminatórios para certos estratos populacionais e etários, há sempre também juízos de natureza política. Estes juízos, que representam opções e escolhas associadas a raciocínios morais e até eleitorais, devem caber aos decisores públicos, devidamente assumidas e escrutinadas, mas não serem também, como infelizmente acontece em Portugal, completamente aleatórias e infundamentadas.

Ora, tanto quanto nos é dado reconhecer dos últimos anos da realidade da governação político-desportiva nacional não têm vindo a ser feitos estudos económicos e de gestão das instalações públicas desportivas que permitam fundamentar estas escolhas de “economia política” aplicada aos preços de prática desportiva nestas infra-estruturas. Nunca se viram nestes anos mais recentes trabalhos ou estudos, da Secretaria de Estado do Desporto (SED), do Instituto do Desporto de Portugal (IDP), ou da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), que procurassem tratar adequadamente estas questões e problemática. Nem se conhece também se os diferentes Municípios portugueses, que têm inúmeras destas instalações a seu cargo, têm algum trabalho digno de relevo feito nestes domínios racionalizados que lhes tenha permitido a devida fundamentação da política de preços praticada nas suas respectivas instalações desportivas.

Acresce ainda que em muitos casos concretos destas infra-estruturas desportivas públicas se coloca a pertinente questão de a sua própria localização espacial não ter tido em consideração a população que serviria, para assim tentar validar uma determinada política de preços de utilização, partindo daquilo que se poderia denominar como os “estudos prévios de mercado”, ainda que estes mantivessem os pressupostos inerentes à concretização da respectiva política pública municipal. A não realização deste tipo de trabalhos prévios deixa escapar por completo a racionalidade económica e política que está inerente aos que os ingleses normalmente denominam como “área de captação ou de abrangência da instalação” e que faz toda a diferença para a definição de uma adequada e escrupulosa política de preços das respectivas instalações públicas desportivas.

Mas é por tudo isto que em Portugal permanecem ainda agora variados tabus e insuficiências de estudos económicos fundamentais à definição de boas e racionais políticas de promoção da prática desportiva. E esta ausência de trabalhos analíticos tem também vindo a determinar que em muitas das actuais instalações públicas se tenham vindo sucessivamente a reduzir as respectivas taxas de utilização, por um lado, e as suas condições de manutenção e conservação adequadas, por outro.

Com todas estas insuficiências flagrantes na fundamentação das políticas de formação dos preços de acesso à prática desportiva nas muitas instalações públicas desportivas localizadas nos diferentes Municípios do País, vem perdendo impulso o necessário fomento descentralizado do desporto nacional e a própria economia do desporto, que assim tendem a reduzir em Portugal os múltiplos efeitos benéficos que para a sociedade derivariam do aumento dos níveis da prática desportiva e dos seus concomitantes resultados competitivos nacionais e internacionais, nomeadamente no âmbito das competições multidisciplinares como são os Jogos Olímpicos a cada quadriénio.

Isto mesmo pode ser indiscutivelmente constatado na experiência de outros países europeus, que partindo de situações demográficas e económicas similares ou até desfavoráveis às de Portugal, conseguem nestas competições mundiais do Olimpismo apresentar sucessivamente resultados que ultrapassam, nos respectivos “rankings internacionais comparativos”, os que Portugal tem alcançado.

(*) Economista
Versão: 2011/01/04
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Jogos Olímpicos

José Soares

Uma Visão Empresarial do Nosso Rendimento

José Soares
 
Existe em Portugal e, muito provavelmente, noutros países - particularmente nos mais subdesenvolvidos - uma tendência para exigir ao desporto aquilo que não exigimos a nós próprios. Queremos que um país que se situa muito abaixo da média europeia na maioria dos parâmetros pelos quais se mede o desenvolvimento de um Estado consiga ter uma performance semelhante à conseguida pelos povos que, ao longo dos anos mais recentes da História, se têm mantido na frente do pelotão. Se fizermos uma analogia com as empresas, é pedirmos aos nossos empresários das PME que compitam com as companhias de maior prestígio da Europa ou do mundo. É claro que há excepções: mas não são mais do que isso: encontram-se fora da mancha de concentração. São outsiders.

A Empresa como Organismo Vivo

José Soares

O Corpo como Exemplo de Boas Práticas

José Soares

 
José Soares (52), é professor catedrático de Fisiologia na Faculdade de Ciências do Desporto da Universidade do Porto. A sua actividade profissional está também ligada ao desporto de alto rendimento.
José Soares, na linha de Gareth Morgan trás o poder da metáfora biológica para o mundo da gestão e da organização das empresas. A originalidade do seu trabalho está no facto de ter construído um conjunto de analogias entre diversos aspectos biológicos da condição humana bem como das doenças que afectam o homem e colocá-los ao serviço de uma melhor compreensão do que se passa no mundo das empresas. A partir daí, José Soares procura definir o ”antibiótico” ajustado à resolução dos problemas.

Religião Olímpica

Coubertin RádioPierre de Coubertin (1863-1937)

A primeira característica essencial do Olimpismo antigo tal como do Olimpismo moderno, é o de ser uma religião. Ao cinzelar o seu corpo pelo exercício como o faz um escultor de uma estátua, o atleta antigo “honrava os deuses”. Ao fazer o mesmo, o atleta moderno exalta a sua pátria, a sua raça, a sua bandeira. Penso pois que tive razão ao restaurar desde o princípio, à volta do Olimpismo renovado, um sentimento religioso transformado e engrandecido pelo Internacionalismo e a Democracia que distinguem os tempos actuais, mas o mesmo portanto que conduzia os jovens helenos ambiciosos do triunfo dos seus músculos, junto dos altares de Zeus. 

Entrevista à “Radio de Genève” em 4 de Agosto de 1935
in: Pierre de Coubertin Textes Choisis – TOM IIII – Olimpisme, p. 435

 

Artur d'Oliveira Valença

Artur d'Oliveira Valença

Olímpica Solidariedade Finlandesa

Gustavo Pires

Seria bom que os verdadeiros finlandeses compreendessem que, uma coisa é a situação financeira e económica a que, alguns políticos, conduziram  Portugal, e outra, completamente diferente, é o honrado, trabalhador e sério povo português, quer dizer, os verdadeiros portugueses.
Os finlandeses, um povo que tem sofrido as agruras da história por viver paredes meias com a Rússia, devia lembrar-se que a palavra solidariedade é de extraordinária importância quando se trata de apoiar países que pelas mais diversas circunstâncias se encontram em dificuldade. Assim, quando ameaçam vetar o vergonhoso e humilhante mas imprescindível resgate financeiro a Portugal deviam considerar que, também eles, no passado, foram objecto de solidariedade dos portugueses, entre outros de Artur d’Oliveira Valença (1897-1978) que, muito provavelmente, hoje, nenhum finlandês deve conhecer.
 Mas quem foi Artur d’Oliveira Valença?

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