Portuguese English

Cem Anos de Olimpismo em Portugal

Cem anos de Olimpismo em Portugal - D. CarlosO Currículo Desportivo de D. Carlos

Gustavo Pires

O Professor Gustavo Pires presta aqui uma justa homenagem a um homem invulgar, não apenas pelos atributos que o autor criteriosa e justamente aponta, mas por se tratar da fi gura de D. Carlos, não por ter sido o penúltimo rei de Portugal, mas por ter pautado todo o seu comportamento com a lhaneza de um homem simples, preocupado com os problemas que a coroa exigia, interessado pela ciência e pelas artes, atento às crises políticas do seu tempo, tolerante com as críticas e os reparos com que o republicanismo incipiente traçava a sua rota, mas, e acima de tudo, porque esse é o fulcro do presente trabalho, pôr em relevo o raro contributo dado ao desporto, não com a displicência de um ato ofi cial imposto, mas com a paixão de um diletante que também aprecia o jogar, o nadar, o esgrimir, o atirar, em que foi exímio, o remar, o velejar, o que lhe interioriza e transmite o bem-estar que as atividades lúdica e desportiva proporcionam.

(...)

Realizado o sonho do olimpismo, D. Carlos é assassinado pelo sonho do republicanismo, o que o autor lamenta porque se perdeu a real continuidade desportiva, mas só tem que se louvar por ter revelado a faceta desportiva real e, com o texto, prestado a justa e esquecida homenagem a quem a merecia.

João Boaventura

Ver mais

Coleção: Estudos Olímpicos

Título: Estudos Olímpicos: 100 Anos de Olimpismo. O Currículo Desportivo de D. Carlos.
Autor: Gustavo Pires
Revisão literária: Ana Gomes Faria
Edição: © Faculdade de Motricidade Humana
             Edições FMH - 1495-688 Cruz Quebrada
             Tel.: 21 414 92 70
              edicoes@fmh.utl.pt - www.fmh.utl.pt
Impressão: Clássica, artes gráfi cas S.A.
Tiragem: 150 exemplares
Data: Setembro de 2012
ISBN 978 972 735 182 4
Depósito legal n.º 348523/12

Ou Ganho ou Morro

Ou ganho ou morro_Alexandre Mestre

Francisco Lázaro: A Lenda Olímpica

Selecção de Textos de  Alexandre Miguel Mestre

A frase que é atribuída a Francisco Lázaro serviu de título a uma excelente coletânea de textos organizada por Alexandre Mestre e editado pela "Edições Afrontamento" na coleção "História e Desporto".

O ano de 2012 tem sido realmente o ano de Francisco Lázaro. Publicaram-se livros e artigos em revistas e jornais, organizaram-se tertúlias, celebrou-se a vida do malogrado atleta com várias cerimónias que recordaram aquele que, tragicamente, cerca do trigésimo quilómetro da corrida da Maratona dos Jogos Olímpicos de Estocolmo, colapsou para acabar por falecer no dia seguinte no hospital Serafina em Estocolmo.

O livro “Ou Ganho ou Morro”, ao longo de mais de cento e vinte páginas organizadas em dez capítulos, apresenta praticamente tudo aquilo que, nos últimos cem anos, se publicou sobre Francisco Lázaro:

Olimpismo e Políticas Públicas

Lamartine

O conselheiro federal Lamartine Pereira da Costa

Extraído da audiência pública realizada pela Comissão de Turismo e Desporto da Câmara dos Deputados em 8 de agosto de 2012.

http://www.youtube.com/watch?v=QoWwGlrLqe8&feature=relmfu

Federação Portugueza de Sports

Federação Portuguesa de Sports - carimbo.jpg Sociedade Promotora de Educação Physica Nacional

Gustavo Pires

Uma das mais estranhas situações relativas à fundação do Comité Olímpico Português tem a ver com a existência, nos arquivos do Centro de Estudos Olímpicos do COI que funciona no Museu Olímpico em Lausanne, de uma carta datada de 2 de abril de 1914, datilografada em papel timbrado da Associação Portugueza de Sports, dirigida a Pierre de Coubertin e assinada por Álvaro Gaia. Diz a carta que um grupo significativo de organizações desportivas decidiu fundar a Federação Portugueza de Sports a fim de “reunir e orientar os esforços dos vários elementos dispersos”.

Em 10 de Janeiro de 1914 Pierre de Coubertin tinha enviado uma carta ao Comité Olímpico Português em que perguntava qual a situação do Movimento Olímpico em Portugal. No dia 23 de Janeiro de 1914 o Comité Olímpico Português respondeu a Coubertin, dizendo-lhe que tinha sido enviado um inquérito a todas as associações desportivas relativo às questões a debater no Congresso de Paris que se realizaria no mesmo ano, respostas que seriam acordadas com o Conde Penha Garcia representante do Comité Olímpico Internacional em Portugal. Mais dizia a carta que o Comité Olímpico Português seria representado no Congresso de Paris por António Osorio e Fernando Correa. Assim sendo, ao contrário do que o discurso oficial proclama, em 1914, o Comité Olímpico Português estava ativo, embora com pouca atividade.

A Carta de Jayme Mauperrin dos Santos

Mauperrin Santos

Constituição do Comité Olímpico de Portugal

No que diz respeito à data da comemoração do centenário do Comité Olímpico de Portugal (COP), a única coisa que pode ser tida como certa é que a data está errada. E são vários os factos e os argumentos que provam que a data em que o COP comemorou os cem anos não tem qualquer sentido, já que se sustenta num conjunto de confusões históricas com as quais os dirigentes desportivos se habituaram a viver sem qualquer sentido crítico.

Hoje, é possível afirmar que a data em que o COP pretende comemorar os cem anos de vida – 26 de Outubro de 2009 –, significa, antes de tudo, um acto de apropriação indevida, na medida em que a referida data pertence à Sociedade Promotora da Educação Physica Nacional (SPEPN) que, de facto, até prova conclusiva em contrário, nasceu a 26 de Outubro de 1909.

Fundação do Comité Olímpico de Portugal

30 de Abril de 1912

O Comité Olímpico Português foi fundado em 30 de Abril de 1912 com a finalidade de organizar a equipa portuguesa que ia participar nos Jogos Olímpicos da V Olimpíada que se realizavam em Estocolmo. "Os Sports Ilustrados" jornal dirigido por José Pontes  um "sportman" de grande prestígio e credibilidade que viria a ser presidente do Comité Olímpico Português e representante em Portugal do Comité Olímpico Internacional anunciou a 4 de Maio de 1912 tal acontecimento. Nesta conformidade, no próximo dia 30 de Abril deverá ser comemorado o centenário do Comité Olímpico de Portugal.

Notícia da Fundação do Comité Olímpico Português

Fundação do COP

 

 

 

 

Fundação do COP

Centenário do Comité Olímpico de Portugal

Comité Olímpico Português - 1912-2012

O Cinquenteário do COP Comemorou-se em 1962

 

O ofício de Nobre Guedes ao tempo Presidente do Comité Olímpico Português para Otto Mayer o chanceler do Comité Olímpico Internacional informando-o de que o COP comemorou o quinquagésimo aniversário em 1962 é mais uma prova de que o COP ao ter comemorado o centenário em 2009 cometeu um enorme equívoco histórico.

Mas não foi só Nobre Guedes a informar a ocorrência. Também Aníbal Vieira Secretário-geral do Comité Olímpico de Português enviou uma placa comemorativa do cinquentenário do COP a Lydie Zanchi Secretária do Comité Olímpico internacional.

 

Ofício de Nobre Guedes para Otto Mayer Chanceler do Comité Olímpico Internacional.

 Medalha Comemorativa 50 anos do COP_carta de Nobre Guedes para Otto Mayer

 

 

Ofício de Aníbal Vieira Secretário-geral do Comité Olímpico Português dirigida a Lydie Zanchi

 

Lydie Zanchi foi responsável pelo secretariado do Comité Olímpico Internacional durante cerca de quarenta anos. Reformou-se em 1946. 

Documentos obtidos no Centro de Estudos Olímpicos do Museu Olímpico do Comité Olímpico Internacional.   

A Questão da Fundação do COP

A Placa Comemorativa do Cinquentenário

Gustavo Pires

O Comité Olímpico de Portugal (COP), durante o ano de 2009, comemorou os seus cem anos de vida, mais concretamente a 26 de Outubro que é a data que nos seus estatutos consta como a da sua fundação em 1909.
O problema é que o COP comemorou cem anos, sem que os tenha cumprido, na medida em que a data em causa, segundo muitos investigadores que se têm dedicado ao estudo do Movimento Olímpico em Portugal não tem nem a consistência nem a credibilidade necessárias. De facto, a referida data, de há diversos anos a esta parte, tem sido posta em causa, desde logo pelo antigo Inspector Superior da Direcção Geral dos Desportos, Dr. Orlando Azinhais, bem como pelo jornalista do Diário de Notícias Sequeira Andrade e até pelo actual presidente da Confederação do Desporto de Portugal o Prof. Carlos Cardoso.

O Caso do Olimpismo Português

COPJoão Sequeira Andrade (*)

Desde 1984 que o problema da fundação do Comité Olímpico de Portugal tem motivado troca de opiniões e diferentes conclusões.

Em rigor, porém, a questão foi inicialmente levantada em 1979, quando no seio do próprio Comité o dr. Orlando Azinhais se apercebeu de que se intentava a comemoração das Bodas de Diamante em 1984.

Incidentalmente induzido pelas circunstâncias, também o autor destas linhas se envolveu na problemática, ora reacendida pela leitura das primeiras páginas do livro «100 Anos de Olimpismo em Portugal», obra excelente do Prof. Carlos Cardoso.

Por isso nos obrigámos a reunir todos os factos e mais elementos indispensáveis ao cabal esclarecimento daqueles acontecimentos de há 100 anos.

A Monarquia o Olimpismo e a República

A Questão da Fundação do COP

Gustavo Pires
.
A carta de aceitação do cargo de “Encarregado de Negócios em Portugal do Comité Olímpico Internacional” escrita por indicação de D. Carlos Rei de Portugal, por António Lencastre em 9 de Junho de 1906 a Pierre de Coubertin, tem a dignidade necessária para ser considerada como a da fundação do Comité Olímpico de Portugal (COP). Segundo julgamos saber, foi pela primeira vez publicada em Portugal pelo Norte Desportivo em 10 de Junho de 2006, quer dizer, cem anos e um dia depois de ter sido enviada. Nela pode ler-se:

“Le Comité Olympic International, dû à votre obligeance, tiendrait à m’elire représentant de mon pays ou sein de votre honorable compagnie. Touché de votre bienveillance je m’expresse de porter à votre connaissance que j’accèpte votre indication avec le plus grand plaisir, soucieux de’apporter mon concours à votre œuvre. ... ” 

.
Contudo, o COP arvorando-se em continuador da Sociedade Promotora da Educação Física Nacional (SPEFN), tem vindo a insistir na data de 26 de Outubro de 1909 como a da sua fundação, atrasando deste modo, mais de três anos a institucionalização do Olimpismo em Portugal.

Páginas

Subscreva Fórum Olímpico de Portugal RSS

Menu principal

by Dr. Radut