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Henry de Baillet Latour

Baillet Latour e HitlerHenri de Baillet-Latour (1876-1942)

 

Henri de Baillet-Latour (1876-1942) nascei no dia 1 de março de 1876, tendo sido membro do COI a partir de 1903. No ano seguinte fundou o Comité Olímpico Belga tendo sido o responsável pela organização das Missões Olímpicas de Londres (1908) e Estocolmo (1912). Depois da 1ª Grande Guerra conseguiu levar a organização dos Jogos Olímpicos da VII Olimpíada (1920) para a cidade de Anvers / Antuérpia tendo sido o grande responsável pela sua organização. 

A sucessão de Coubertin foi, de alguma maneira, uma surpresa. Todos esperavam que o seu suecssor fosse Godefroy de Blonay (1869-1937). Blonay tinha sido um dos mais próximos colaboradores de Coubertin. Quando Coubertin, em 1916, devido à 1ª Grande Guerra, foi alistado, Blonay passou a ser o Presidente interino do COI. No entanto, devido a conflitos entretanto surgidos o sucessor acabou por ser Baillet-Latour que, depois, exerceu a presidência do COI de 1925 a 1942

Para Baillet-Latour, o desporto era uma questão política da mais alta relevância. Ele dizia:

“Todos os desporto para todos numa base de igualdade: Amizade entre diferentes classes sociais: Este é o nosso objetivo expresso no nosso emblema (…) o desportista é um cidadão responsável em tempos de paz e, em tempos de guerra, um soldado capaz de defender a sua pátria (…).”

Até ao final do mandato de Baillet-Latour que acontece por motivos da sua morte durante a II Guerra Mundial, as questões desportivas estavam envolvidas na política de uma forma clara e evidente. Elas faziam parte do jogo pelo que eram assumidas normalmente. Se assim não tivesse sido, o Movimento Olímpico jamais teria alcançado a projeção que alcançou. Vikelas, Coubertin e Baillet-Latouu sempre andaram perto do poder, porque era lá que conseguiam arranjar os apoios necessários à causa do Movimento Olímpico. Repare-se que quando Coubertin põe Vikelas a presidir ao primeiro COI, fá-lo na assunção de que precisava de alguém na Grécia, necessariamente um grego, que fizesse o trabalho político local.

Baillet-Latour procurou preservar o COI da influência do comercialismo. Mas não só. Ele procurou ter uma opinião clara e esclarecida sobre todos os problemas que apoquentavam o Movimento Olímpico. A fim de tomar contacto com as questões mais difíceis fez longas viagens em representação do COI.

Os últimos anos de Baillet-Latour as coisas já não foram fáceis. Para além de ter entrado em desacordo com Coubertin, o desencadear da Guerra acabou com o estado de graça em que, até então, o COI tinha vivido.

A cidade de Berlim engalanou-se de bandeiras com a cruz suásticas a fim de receber os JO da X Olimpíada. Com o Estádio Olímpico superlotado, mais de um milhão de pessoas foi para as ruas a fim de ver passar Hitler, os dignitários do regime bem como as entidades convidadas. Uma fanfarra de trinta trombetas saudou Hitler quando este entrou no Estádio Olímpico. Depois, um coro de 3.000 pessoas cantou o hino alemão. Muitas das delegações ao desfilarem na cerimónia de abertura dos JO quando passaram diante da tribuna onde se encontrava Hitler acompanhado do Presidente do COI Henry Baillet-Latour e outras individualidades, fizeram a saudação nazi.

Baillet-Latour acabou por pagar da maneira mais pesada a sua condescendência para com Hitler. Pagou com a própria vida na medida em que faleceu na noite de 6 para 7 de Janeiro de 1942 durante o sono devido a uma embolia. Poucos dias antes tinha tomado conhecimento da morte do próprio filho na frente de batalha contra os exércitos de Hitler.

FOP, 29/12/2012.

 

Demetrios Vikelas (1835-1908)

Demetrios VikelasPrimeiro Presidente do COI

Pela leitura das “Mémoires Oympiques” de Coubertin, ficamos a saber que os Jogos da 1ª Olimpíada só aconteceram em Atenas em 1896 porque Coubertin, durante o Congresso de 1894 que decorreu em Paris, foi convencido por Demetrius Vikelas (1835-1908) um assumido nacionalista grego representante do Pan-Hellenic Gymnastic Club, que seria de toda a conveniência que a primeira edição moderna dos JO se realizasse no local aonde eles tinham nascido, quer dizer, na Grécia. A ideia inicial de Coubertin, conforme expôs à “Revue de Paris” de 15 de Junho de 1894, era organizá-los em Paris durante a feira universal que lá ia decorrer no ano de 1900.
Em consequência, Vikelas, acabou por ser eleito o primeiro presidente do COI, na medida em que Coubertin necessitava de alguém influente e empenhado na Grécia a fim de, no seu próprio país, desenvolver todos os esforços necessários à consumação do projecto. Assim, Vikelas exerceu a presidência do COI de 1894 a 1896. Ocupou a presidência durante pouco mais de um ano. Aparentemente não deixou qualquer nota de relevo. No entanto, para Vikelas a questão Olímpica e o seu envolvimento com Coubertin e o Movimento Olímpico foram simples meios para promover o helenismo que era realmente o grande objectivo da sua vida. A bem ver, Vikelas foi dos primeiros a utilizar o desporto para além dos fins do próprio desporto. No seu permanente conflito ideológico com os turcos, o Olimpismo e o COI não passaram de instrumentos da sua luta. Uma vez terminados os Jogos de Atenas Vikelas foi substituído na presidência do COI por Coubertin. Coubertin fizera aprovar uma norma que obrigava que o presidente do COI fosse da nacionalidade do país onde se realizariam os próximos JO. Ora, em 1900 era sabido que os JO se realizariam em Paris pelo que o presidente deveria ser um francês. Todavia, a regra institucionalizada deixou de ter qualquer efeito depois do afastamento de Vikelas na medida em que, uma vez eleito, Coubertin manteve-se no lugar até 1925.

 

Olimpismo

As Bases Filosóficas

Manuel Sérgio

Quando tanto se apregoa a necessidade da “educação permanente” (invocando-a como necessidade vital para a sobrevivência da humanidade enquanto humanidade) o olimpismo (pelo qual Coubertin se bateu), ao estimular uma efectiva democratização desportiva e ao porfiar em fazer do Desporto um instrumento de renovação e readaptação das capacidades humanas, em qualquer idade, torna-se num imperativo para a sociedade de hoje e de amanhã.

Comité Olímpico de Portugal - Eleições

O Comité Olímpico ao Serviço dos Portugueses…

Gustavo Pires

Se olharmos para o que foi a ação do Comité Olímpico de Portugal (COP) nos últimos 12 anos, infelizmente, temos de concluir que, para além de alguns resultados nos Jogos Olímpicos conseguidos sobretudo pelo esforço de atletas, técnicos e dirigentes das respetivas modalidades, a liderança unipessoal do COP, aos olhos do País, não conseguiu mais do que transformar o desporto nacional numa arena de disputas de sinal negativo e o nº 36 da Travessa da Memória num baluarte onde o seu dirigente máximo se aquartelou com alguns dos seus mais fieis prosélitos. Em consequência, o COP está hoje de costas voltadas para o desporto, para o Movimento Olímpico (MO) e para o País.

Cem Anos de Olimpismo em Portugal

Cem anos de Olimpismo em Portugal - D. CarlosO Currículo Desportivo de D. Carlos

Gustavo Pires

O Professor Gustavo Pires presta aqui uma justa homenagem a um homem invulgar, não apenas pelos atributos que o autor criteriosa e justamente aponta, mas por se tratar da fi gura de D. Carlos, não por ter sido o penúltimo rei de Portugal, mas por ter pautado todo o seu comportamento com a lhaneza de um homem simples, preocupado com os problemas que a coroa exigia, interessado pela ciência e pelas artes, atento às crises políticas do seu tempo, tolerante com as críticas e os reparos com que o republicanismo incipiente traçava a sua rota, mas, e acima de tudo, porque esse é o fulcro do presente trabalho, pôr em relevo o raro contributo dado ao desporto, não com a displicência de um ato ofi cial imposto, mas com a paixão de um diletante que também aprecia o jogar, o nadar, o esgrimir, o atirar, em que foi exímio, o remar, o velejar, o que lhe interioriza e transmite o bem-estar que as atividades lúdica e desportiva proporcionam.

(...)

Realizado o sonho do olimpismo, D. Carlos é assassinado pelo sonho do republicanismo, o que o autor lamenta porque se perdeu a real continuidade desportiva, mas só tem que se louvar por ter revelado a faceta desportiva real e, com o texto, prestado a justa e esquecida homenagem a quem a merecia.

João Boaventura

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Coleção: Estudos Olímpicos

Título: Estudos Olímpicos: 100 Anos de Olimpismo. O Currículo Desportivo de D. Carlos.
Autor: Gustavo Pires
Revisão literária: Ana Gomes Faria
Edição: © Faculdade de Motricidade Humana
             Edições FMH - 1495-688 Cruz Quebrada
             Tel.: 21 414 92 70
              edicoes@fmh.utl.pt - www.fmh.utl.pt
Impressão: Clássica, artes gráfi cas S.A.
Tiragem: 150 exemplares
Data: Setembro de 2012
ISBN 978 972 735 182 4
Depósito legal n.º 348523/12

Ou Ganho ou Morro

Ou ganho ou morro_Alexandre Mestre

Francisco Lázaro: A Lenda Olímpica

Selecção de Textos de  Alexandre Miguel Mestre

A frase que é atribuída a Francisco Lázaro serviu de título a uma excelente coletânea de textos organizada por Alexandre Mestre e editado pela "Edições Afrontamento" na coleção "História e Desporto".

O ano de 2012 tem sido realmente o ano de Francisco Lázaro. Publicaram-se livros e artigos em revistas e jornais, organizaram-se tertúlias, celebrou-se a vida do malogrado atleta com várias cerimónias que recordaram aquele que, tragicamente, cerca do trigésimo quilómetro da corrida da Maratona dos Jogos Olímpicos de Estocolmo, colapsou para acabar por falecer no dia seguinte no hospital Serafina em Estocolmo.

O livro “Ou Ganho ou Morro”, ao longo de mais de cento e vinte páginas organizadas em dez capítulos, apresenta praticamente tudo aquilo que, nos últimos cem anos, se publicou sobre Francisco Lázaro:

Olimpismo e Políticas Públicas

Lamartine

O conselheiro federal Lamartine Pereira da Costa

Extraído da audiência pública realizada pela Comissão de Turismo e Desporto da Câmara dos Deputados em 8 de agosto de 2012.

http://www.youtube.com/watch?v=QoWwGlrLqe8&feature=relmfu

Federação Portugueza de Sports

Federação Portuguesa de Sports - carimbo.jpg Sociedade Promotora de Educação Physica Nacional

Gustavo Pires

Uma das mais estranhas situações relativas à fundação do Comité Olímpico Português tem a ver com a existência, nos arquivos do Centro de Estudos Olímpicos do COI que funciona no Museu Olímpico em Lausanne, de uma carta datada de 2 de abril de 1914, datilografada em papel timbrado da Associação Portugueza de Sports, dirigida a Pierre de Coubertin e assinada por Álvaro Gaia. Diz a carta que um grupo significativo de organizações desportivas decidiu fundar a Federação Portugueza de Sports a fim de “reunir e orientar os esforços dos vários elementos dispersos”.

Em 10 de Janeiro de 1914 Pierre de Coubertin tinha enviado uma carta ao Comité Olímpico Português em que perguntava qual a situação do Movimento Olímpico em Portugal. No dia 23 de Janeiro de 1914 o Comité Olímpico Português respondeu a Coubertin, dizendo-lhe que tinha sido enviado um inquérito a todas as associações desportivas relativo às questões a debater no Congresso de Paris que se realizaria no mesmo ano, respostas que seriam acordadas com o Conde Penha Garcia representante do Comité Olímpico Internacional em Portugal. Mais dizia a carta que o Comité Olímpico Português seria representado no Congresso de Paris por António Osorio e Fernando Correa. Assim sendo, ao contrário do que o discurso oficial proclama, em 1914, o Comité Olímpico Português estava ativo, embora com pouca atividade.

A Carta de Jayme Mauperrin dos Santos

Mauperrin Santos

Constituição do Comité Olímpico de Portugal

No que diz respeito à data da comemoração do centenário do Comité Olímpico de Portugal (COP), a única coisa que pode ser tida como certa é que a data está errada. E são vários os factos e os argumentos que provam que a data em que o COP comemorou os cem anos não tem qualquer sentido, já que se sustenta num conjunto de confusões históricas com as quais os dirigentes desportivos se habituaram a viver sem qualquer sentido crítico.

Hoje, é possível afirmar que a data em que o COP pretende comemorar os cem anos de vida – 26 de Outubro de 2009 –, significa, antes de tudo, um acto de apropriação indevida, na medida em que a referida data pertence à Sociedade Promotora da Educação Physica Nacional (SPEPN) que, de facto, até prova conclusiva em contrário, nasceu a 26 de Outubro de 1909.

Fundação do Comité Olímpico de Portugal

30 de Abril de 1912

O Comité Olímpico Português foi fundado em 30 de Abril de 1912 com a finalidade de organizar a equipa portuguesa que ia participar nos Jogos Olímpicos da V Olimpíada que se realizavam em Estocolmo. "Os Sports Ilustrados" jornal dirigido por José Pontes  um "sportman" de grande prestígio e credibilidade que viria a ser presidente do Comité Olímpico Português e representante em Portugal do Comité Olímpico Internacional anunciou a 4 de Maio de 1912 tal acontecimento. Nesta conformidade, no próximo dia 30 de Abril deverá ser comemorado o centenário do Comité Olímpico de Portugal.

Notícia da Fundação do Comité Olímpico Português

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