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António Prestes Salgueiro

Prestes Salgueiro3º Presidente do Comité Olímpico Português

António Luís de Gouveia Prestes Salgueiro (1891-1950) foi Presidente do Comité Olímpico Português de 1919 a 1923. Pouco se conhece da sua ação enquanto presidente do COP. É um trabalho a fazer.

Sabe-se mais da sua carreira militar.

Foi oficial de marinha tendo tomado parte na campanha de Moçambique (3.ª expedição, 1916) na esquadrilha de embarcações do cruzador Adamastor.

Foi condecorado com a Cruz de Guerra de 1.ª classe.

Foi Governador Civil de Lisboa de 23 de Fevereiro de 1919 a 25 de Março de 1920 e  Deputado por Moçambique (1921), Capitão dos Portos de Quelimane (1922-1923) e Vila Real de Santo António (1926).
Participou no movimento revolucionário de 1927, no levantamento dos marinheiros de Vila Real de Santo António, mas teve de bater em retirada. Esteve expatriado durante cinco anos. Nos dois últimos anos da sua vida, presidiu à Comissão Distrital de Lisboa do Movimento de Unidade Democrática.

FOP: 01-01-2013

Dados obtidos: http://luisdantas.skyrock.com/2817858472-ANTONIO-LUIS-DE-GOUVEIA-PRESTES-SALGUEIRO.html

Conde de Fontalva

Alfredo Ferreira dos Anjos

O título de Conde de Fontalva (1860-1927) foi criado por decreto de 30 de Janeiro de 1890 do rei D. Carlos I de Portugal a favor deAlfredo Ferreira dos Anjos, 1º conde de Fontalva.

Jayme Mauperrin Santos morreu no ano seguinte a ter sido eleito Presidente do Comité Olímpico Português. A “Revue Olympique” n.º 97, Janvier 1914: Le Comité Olympique portugais a été récemment éprouvé par la mort de son distingué président M. le Dr. Mauperrin Santos. Le Comte de Fontalva a été élu à la présidence à la suite de ce triste événement.

Contudo, o Conde de Fontalva, até esta data, tem sido ignorado pelo COP como tendo sido o seu segundo presidente.

O Conde de Fontalva foi eleito Presidente do COP em 1913 em vésperas da 1ª Grande Guerra onde Portugal havia de desgraçadamente participar. Quanto ao Movimento Olímpico já havia pouco a fazer. As disputas políticas e partidárias que assolavam o País, como não podia deixar de ser, tiveram enormes repercussões no mundo do desporto que também se envolveu em lutas intestinas, pelo que acabou por não resistir nem à voragem da República nem, depois, à tragédia que foi a Iª Grande Guerra Mundial (1914-1918). Em consequência, o COP entrou num processo de desagregação interna do qual só viria a recuperar, por intervenção do Governo, já depois da guerra.

FOP, 01-01-2013.

 

Os Seis de Estocolmo

Os Seis de EstocolmoApresentação do Livro

O ano de 2012, ano em que se comemoram os 100 anos de existência do Comité Olímpico de Portugal, tem sido  extraordinariamente rico na produção de literatura desportiva relativa ao Movimento Olímpico.

Surge agora mais um livro intitulado  "Os 6 de Estocolmo" da autoria de Francisco Pinheiro e Rita Nunes.

Associado ao lançamento do livro "Os 6 de Estocolmo" será apresentado um documentário acerca de Francisco Lázaro e da primeira participação portuguesa nos Jogos Olímpicos da era moderna.

O lançamento está marcado para o dia 19 de dezembro, às 18 horas, no Museu Nacional do Desporto aos Restauradores, em Lisboa.

 

Carta Olímpica

AtenasPreâmbulo

Olimpismo moderno foi concebido por Pierre de Coubertin, por cuja iniciativa se realizou o Congresso Atlético Internacional em Paris em junho de 1894. Em 23 de junho de 1894 constituiu-se o Comité Olímpico Internacional (COI). Os primeiros Jogos Olímpicos (Jogos da Olimpíada) da era moderna foram celebrados em Atenas, Grécia, em 1896. Em 1914, foi adotada a bandeira olímpica apresentada por Pierre de Coubertin no Congresso de Paris (congresso onde se comemoraram os dez anos de existência do COI). Inclui os cinco anéis entrelaçados, que representam a união dos cinco continentes e a reunião de atletas de todo o mundo nos Jogos Olímpicos. Os primeiros Jogos Olímpicos de inverno foram celebrados em Chamonix, França, em 1924. (Carta Olímpica, versão de 8 julho 2011)

Não houve cartaz oficial dos primeiros Jogos Olímpicos da era moderna ou Jogos Olímpicos da primeira Olimpíada da era moderna. Ficou-nos a capa do relatório do evento.

 

Londres 2012

Londres 2012As contas de Londres 2012

José Pinto Correia

Em Londres 2012 completou-se mais um Ciclo Olímpico. A preparação da participação portuguesa em mais esta edição dos Jogos Olímpicos foi confiada ao Comité Olímpico de Portugal (COP). O governo anterior assinou para tal com o COP um contrato que fixava os termos da respectiva preparação e representação nacional nos Jogos e concedia o respectivo apoio financeiro para que aquela participação se viesse a concretizar da melhor forma possível.

Sabe-se que desta vez nem governo nem mesmo o COP tinham fixado objectivos desportivos que pudessem ser cifrados na obtenção de medalhas olímpicas. Porque o fracasso no alcance dos objectivos estabelecidos a esse nível para os Jogos de Pequim 2008 tinha feito com que para esta edição nem os governantes nem os responsáveis olímpicos quisessem assumir tais responsabilidades.

Henry de Baillet Latour

Baillet Latour e HitlerHenri de Baillet-Latour (1876-1942)

 

Henri de Baillet-Latour (1876-1942) nascei no dia 1 de março de 1876, tendo sido membro do COI a partir de 1903. No ano seguinte fundou o Comité Olímpico Belga tendo sido o responsável pela organização das Missões Olímpicas de Londres (1908) e Estocolmo (1912). Depois da 1ª Grande Guerra conseguiu levar a organização dos Jogos Olímpicos da VII Olimpíada (1920) para a cidade de Anvers / Antuérpia tendo sido o grande responsável pela sua organização. 

A sucessão de Coubertin foi, de alguma maneira, uma surpresa. Todos esperavam que o seu suecssor fosse Godefroy de Blonay (1869-1937). Blonay tinha sido um dos mais próximos colaboradores de Coubertin. Quando Coubertin, em 1916, devido à 1ª Grande Guerra, foi alistado, Blonay passou a ser o Presidente interino do COI. No entanto, devido a conflitos entretanto surgidos o sucessor acabou por ser Baillet-Latour que, depois, exerceu a presidência do COI de 1925 a 1942

Para Baillet-Latour, o desporto era uma questão política da mais alta relevância. Ele dizia:

“Todos os desporto para todos numa base de igualdade: Amizade entre diferentes classes sociais: Este é o nosso objetivo expresso no nosso emblema (…) o desportista é um cidadão responsável em tempos de paz e, em tempos de guerra, um soldado capaz de defender a sua pátria (…).”

Até ao final do mandato de Baillet-Latour que acontece por motivos da sua morte durante a II Guerra Mundial, as questões desportivas estavam envolvidas na política de uma forma clara e evidente. Elas faziam parte do jogo pelo que eram assumidas normalmente. Se assim não tivesse sido, o Movimento Olímpico jamais teria alcançado a projeção que alcançou. Vikelas, Coubertin e Baillet-Latouu sempre andaram perto do poder, porque era lá que conseguiam arranjar os apoios necessários à causa do Movimento Olímpico. Repare-se que quando Coubertin põe Vikelas a presidir ao primeiro COI, fá-lo na assunção de que precisava de alguém na Grécia, necessariamente um grego, que fizesse o trabalho político local.

Demetrios Vikelas (1835-1908)

Demetrios VikelasPrimeiro Presidente do COI

Pela leitura das “Mémoires Oympiques” de Coubertin, ficamos a saber que os Jogos da 1ª Olimpíada só aconteceram em Atenas em 1896 porque Coubertin, durante o Congresso de 1894 que decorreu em Paris, foi convencido por Demetrius Vikelas (1835-1908) um assumido nacionalista grego representante do Pan-Hellenic Gymnastic Club, que seria de toda a conveniência que a primeira edição moderna dos JO se realizasse no local aonde eles tinham nascido, quer dizer, na Grécia. A ideia inicial de Coubertin, conforme expôs à “Revue de Paris” de 15 de Junho de 1894, era organizá-los em Paris durante a feira universal que lá ia decorrer no ano de 1900.
Em consequência, Vikelas, acabou por ser eleito o primeiro presidente do COI, na medida em que Coubertin necessitava de alguém influente e empenhado na Grécia a fim de, no seu próprio país, desenvolver todos os esforços necessários à consumação do projecto. Assim, Vikelas exerceu a presidência do COI de 1894 a 1896. Ocupou a presidência durante pouco mais de um ano. Aparentemente não deixou qualquer nota de relevo. No entanto, para Vikelas a questão Olímpica e o seu envolvimento com Coubertin e o Movimento Olímpico foram simples meios para promover o helenismo que era realmente o grande objectivo da sua vida. A bem ver, Vikelas foi dos primeiros a utilizar o desporto para além dos fins do próprio desporto. No seu permanente conflito ideológico com os turcos, o Olimpismo e o COI não passaram de instrumentos da sua luta. Uma vez terminados os Jogos de Atenas Vikelas foi substituído na presidência do COI por Coubertin. Coubertin fizera aprovar uma norma que obrigava que o presidente do COI fosse da nacionalidade do país onde se realizariam os próximos JO. Ora, em 1900 era sabido que os JO se realizariam em Paris pelo que o presidente deveria ser um francês. Todavia, a regra institucionalizada deixou de ter qualquer efeito depois do afastamento de Vikelas na medida em que, uma vez eleito, Coubertin manteve-se no lugar até 1925.

 

Olimpismo

As Bases Filosóficas

Manuel Sérgio

Quando tanto se apregoa a necessidade da “educação permanente” (invocando-a como necessidade vital para a sobrevivência da humanidade enquanto humanidade) o olimpismo (pelo qual Coubertin se bateu), ao estimular uma efectiva democratização desportiva e ao porfiar em fazer do Desporto um instrumento de renovação e readaptação das capacidades humanas, em qualquer idade, torna-se num imperativo para a sociedade de hoje e de amanhã.

Comité Olímpico de Portugal - Eleições

O Comité Olímpico ao Serviço dos Portugueses…

Gustavo Pires

Se olharmos para o que foi a ação do Comité Olímpico de Portugal (COP) nos últimos 12 anos, infelizmente, temos de concluir que, para além de alguns resultados nos Jogos Olímpicos conseguidos sobretudo pelo esforço de atletas, técnicos e dirigentes das respetivas modalidades, a liderança unipessoal do COP, aos olhos do País, não conseguiu mais do que transformar o desporto nacional numa arena de disputas de sinal negativo e o nº 36 da Travessa da Memória num baluarte onde o seu dirigente máximo se aquartelou com alguns dos seus mais fieis prosélitos. Em consequência, o COP está hoje de costas voltadas para o desporto, para o Movimento Olímpico (MO) e para o País.

Cem Anos de Olimpismo em Portugal

Cem anos de Olimpismo em Portugal - D. CarlosO Currículo Desportivo de D. Carlos

Gustavo Pires

O Professor Gustavo Pires presta aqui uma justa homenagem a um homem invulgar, não apenas pelos atributos que o autor criteriosa e justamente aponta, mas por se tratar da fi gura de D. Carlos, não por ter sido o penúltimo rei de Portugal, mas por ter pautado todo o seu comportamento com a lhaneza de um homem simples, preocupado com os problemas que a coroa exigia, interessado pela ciência e pelas artes, atento às crises políticas do seu tempo, tolerante com as críticas e os reparos com que o republicanismo incipiente traçava a sua rota, mas, e acima de tudo, porque esse é o fulcro do presente trabalho, pôr em relevo o raro contributo dado ao desporto, não com a displicência de um ato ofi cial imposto, mas com a paixão de um diletante que também aprecia o jogar, o nadar, o esgrimir, o atirar, em que foi exímio, o remar, o velejar, o que lhe interioriza e transmite o bem-estar que as atividades lúdica e desportiva proporcionam.

(...)

Realizado o sonho do olimpismo, D. Carlos é assassinado pelo sonho do republicanismo, o que o autor lamenta porque se perdeu a real continuidade desportiva, mas só tem que se louvar por ter revelado a faceta desportiva real e, com o texto, prestado a justa e esquecida homenagem a quem a merecia.

João Boaventura

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Coleção: Estudos Olímpicos

Título: Estudos Olímpicos: 100 Anos de Olimpismo. O Currículo Desportivo de D. Carlos.
Autor: Gustavo Pires
Revisão literária: Ana Gomes Faria
Edição: © Faculdade de Motricidade Humana
             Edições FMH - 1495-688 Cruz Quebrada
             Tel.: 21 414 92 70
              edicoes@fmh.utl.pt - www.fmh.utl.pt
Impressão: Clássica, artes gráfi cas S.A.
Tiragem: 150 exemplares
Data: Setembro de 2012
ISBN 978 972 735 182 4
Depósito legal n.º 348523/12

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