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Londres 2012

Londres 2012As contas de Londres 2012

José Pinto Correia

Em Londres 2012 completou-se mais um Ciclo Olímpico. A preparação da participação portuguesa em mais esta edição dos Jogos Olímpicos foi confiada ao Comité Olímpico de Portugal (COP). O governo anterior assinou para tal com o COP um contrato que fixava os termos da respectiva preparação e representação nacional nos Jogos e concedia o respectivo apoio financeiro para que aquela participação se viesse a concretizar da melhor forma possível.

Sabe-se que desta vez nem governo nem mesmo o COP tinham fixado objectivos desportivos que pudessem ser cifrados na obtenção de medalhas olímpicas. Porque o fracasso no alcance dos objectivos estabelecidos a esse nível para os Jogos de Pequim 2008 tinha feito com que para esta edição nem os governantes nem os responsáveis olímpicos quisessem assumir tais responsabilidades.

Henry de Baillet Latour

Baillet Latour e HitlerHenri de Baillet-Latour (1876-1942)

 

Henri de Baillet-Latour (1876-1942) nascei no dia 1 de março de 1876, tendo sido membro do COI a partir de 1903. No ano seguinte fundou o Comité Olímpico Belga tendo sido o responsável pela organização das Missões Olímpicas de Londres (1908) e Estocolmo (1912). Depois da 1ª Grande Guerra conseguiu levar a organização dos Jogos Olímpicos da VII Olimpíada (1920) para a cidade de Anvers / Antuérpia tendo sido o grande responsável pela sua organização. 

Demetrios Vikelas (1835-1908)

Demetrios VikelasPrimeiro Presidente do COI

Pela leitura das “Mémoires Oympiques” de Coubertin, ficamos a saber que os Jogos da 1ª Olimpíada só aconteceram em Atenas em 1896 porque Coubertin, durante o Congresso de 1894 que decorreu em Paris, foi convencido por Demetrius Vikelas (1835-1908) um assumido nacionalista grego representante do Pan-Hellenic Gymnastic Club, que seria de toda a conveniência que a primeira edição moderna dos JO se realizasse no local aonde eles tinham nascido, quer dizer, na Grécia. A ideia inicial de Coubertin, conforme expôs à “Revue de Paris” de 15 de Junho de 1894, era organizá-los em Paris durante a feira universal que lá ia decorrer no ano de 1900.

Olimpismo

As Bases Filosóficas

Manuel Sérgio

Quando tanto se apregoa a necessidade da “educação permanente” (invocando-a como necessidade vital para a sobrevivência da humanidade enquanto humanidade) o olimpismo (pelo qual Coubertin se bateu), ao estimular uma efectiva democratização desportiva e ao porfiar em fazer do Desporto um instrumento de renovação e readaptação das capacidades humanas, em qualquer idade, torna-se num imperativo para a sociedade de hoje e de amanhã.

Comité Olímpico de Portugal - Eleições

O Comité Olímpico ao Serviço dos Portugueses…

Gustavo Pires

Se olharmos para o que foi a ação do Comité Olímpico de Portugal (COP) nos últimos 12 anos, infelizmente, temos de concluir que, para além de alguns resultados nos Jogos Olímpicos conseguidos sobretudo pelo esforço de atletas, técnicos e dirigentes das respetivas modalidades, a liderança unipessoal do COP, aos olhos do País, não conseguiu mais do que transformar o desporto nacional numa arena de disputas de sinal negativo e o nº 36 da Travessa da Memória num baluarte onde o seu dirigente máximo se aquartelou com alguns dos seus mais fieis prosélitos. Em consequência, o COP está hoje de costas voltadas para o desporto, para o Movimento Olímpico (MO) e para o País.

Cem Anos de Olimpismo em Portugal

Cem anos de Olimpismo em Portugal - D. CarlosO Currículo Desportivo de D. Carlos

Gustavo Pires

Ou Ganho ou Morro

Ou ganho ou morro_Alexandre Mestre

Francisco Lázaro: A Lenda Olímpica

Selecção de Textos de  Alexandre Miguel Mestre

A frase que é atribuída a Francisco Lázaro serviu de título a uma excelente coletânea de textos organizada por Alexandre Mestre e editado pela "Edições Afrontamento" na coleção "História e Desporto".

O ano de 2012 tem sido realmente o ano de Francisco Lázaro. Publicaram-se livros e artigos em revistas e jornais, organizaram-se tertúlias, celebrou-se a vida do malogrado atleta com várias cerimónias que recordaram aquele que, tragicamente, cerca do trigésimo quilómetro da corrida da Maratona dos Jogos Olímpicos de Estocolmo, colapsou para acabar por falecer no dia seguinte no hospital Serafina em Estocolmo.

O livro “Ou Ganho ou Morro”, ao longo de mais de cento e vinte páginas organizadas em dez capítulos, apresenta praticamente tudo aquilo que, nos últimos cem anos, se publicou sobre Francisco Lázaro:

Olimpismo e Políticas Públicas

Lamartine

O conselheiro federal Lamartine Pereira da Costa

Extraído da audiência pública realizada pela Comissão de Turismo e Desporto da Câmara dos Deputados em 8 de agosto de 2012.

http://www.youtube.com/watch?v=QoWwGlrLqe8&feature=relmfu

Federação Portugueza de Sports

Federação Portuguesa de Sports - carimbo.jpg Sociedade Promotora de Educação Physica Nacional

Gustavo Pires

Uma das mais estranhas situações relativas à fundação do Comité Olímpico Português tem a ver com a existência, nos arquivos do Centro de Estudos Olímpicos do COI que funciona no Museu Olímpico em Lausanne, de uma carta datada de 2 de abril de 1914, datilografada em papel timbrado da Associação Portugueza de Sports, dirigida a Pierre de Coubertin e assinada por Álvaro Gaia. Diz a carta que um grupo significativo de organizações desportivas decidiu fundar a Federação Portugueza de Sports a fim de “reunir e orientar os esforços dos vários elementos dispersos”.

Em 10 de Janeiro de 1914 Pierre de Coubertin tinha enviado uma carta ao Comité Olímpico Português em que perguntava qual a situação do Movimento Olímpico em Portugal. No dia 23 de Janeiro de 1914 o Comité Olímpico Português respondeu a Coubertin, dizendo-lhe que tinha sido enviado um inquérito a todas as associações desportivas relativo às questões a debater no Congresso de Paris que se realizaria no mesmo ano, respostas que seriam acordadas com o Conde Penha Garcia representante do Comité Olímpico Internacional em Portugal. Mais dizia a carta que o Comité Olímpico Português seria representado no Congresso de Paris por António Osorio e Fernando Correa. Assim sendo, ao contrário do que o discurso oficial proclama, em 1914, o Comité Olímpico Português estava ativo, embora com pouca atividade.

A Carta de Jayme Mauperrin dos Santos

Mauperrin Santos

Constituição do Comité Olímpico de Portugal

No que diz respeito à data da comemoração do centenário do Comité Olímpico de Portugal (COP), a única coisa que pode ser tida como certa é que a data está errada. E são vários os factos e os argumentos que provam que a data em que o COP comemorou os cem anos não tem qualquer sentido, já que se sustenta num conjunto de confusões históricas com as quais os dirigentes desportivos se habituaram a viver sem qualquer sentido crítico.

Hoje, é possível afirmar que a data em que o COP pretende comemorar os cem anos de vida – 26 de Outubro de 2009 –, significa, antes de tudo, um acto de apropriação indevida, na medida em que a referida data pertence à Sociedade Promotora da Educação Physica Nacional (SPEPN) que, de facto, até prova conclusiva em contrário, nasceu a 26 de Outubro de 1909.

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