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O Discóbolo de Miron e o Atleta

joao_marreiros_0.jpgJoão Marreiros

Míron (480-440 a.C.) nasceu em Elêutras, nos confins da Beócia e da Ática, perto de Atenas, no segundo quartel do Século V a.C. Foi um escultor grego do século de Péricles, aluno do escultor Hageladas de Argos (Século VI a.C. - Século V a.C.), com Fídias (480-430 a.C. e Policleto (460-410 a.C.). A sua personalidade é tão notável que, em certos pormenores, parece muito mais moderna do que é na realidade.
Começou por ser um escultor de bronze e tornou-se o artista introdutor do movimento na escultura grega do princípio do período clássico, e bem assim um escultor de momento. Os escultores posteriores não conseguiram superar a sua habilidade, na expressão do movimento através da atitude. Não se conhece nenhum original seu, mas são conhecidas cópias de Athena e Mársias, que representa a cena em que Mársias tenta apanhar a flauta que a deusa deitou fora, e cópias do Discóbolo, que representa um atleta no momento de lançar o Disco. Aqui, também a relação da arte com o real é complexa e composta.

O Discóbolo de Míron é uma escultura que representa o atleta no momento culminante do esforço, e que foi realizada entre os anos 460 e 450 a.C. provavelmente para comemorar o atleta que vencia o antigo pentatlo, mas muitas cópias têm sido feitas em mármore.

Foi uma obra celebérrima e que por isso foi inúmeras vezes copiada. O valor dessas cópias é relativo, pois basta compararmos as duas que estão na mesma sala do Museu das Termas (Roma) para vermos toda a diferença que existe entre uma e outra, tendo na nossa frente obras que estão diminuídas e até talvez mesmo alteradas.

Míron trabalhou na Atenas de Péricles e notabilizou-se pelas proporções exatas e o sentido do movimento das suas figuras, notáveis pela atitude, equilíbrio e a leveza das linhas, principalmente de atletas e lutadores, onde entre as suas obras conta-se o Discóbolo.

Rompeu com as convenções antigas e encontrou a solução, que lhe permitiu fazer saltar, mover e correr as suas personagens. A expressão e a psicologia, a individualização das suas estátuas, parecem ser para o artífice coisa secundária.

Declaration of the Modern Olympic Truce

«After this he tells them that Heracles founded the Olympian games and truce as a proof of his real preference.»

Polybius Histories, 12, 26, 2

«Then Lycurgus the Lacedaemonian … and Iphitos, an Elean … and Kleosthenes, a Pisatan, … wished to restore the populace to concord and peace. They decided to celebrate the Olympic festival according to ancient customs and to complete an athletic contest. They sent men to Delphi to inquire of the god whether he approved of their doing this. The god replied that things would be better for them doing this. He also ordered them to announce a truce to the cities that wished to participate in the contest.»
Phlegon, fragments 1,4 (F.Gr.Hist., 257 F 1,4)

On the occasion of the XXIII Olympic Winter Games PyeongChang 2018, and the Lighting of the Olympic Flame, and bearing in mind what was passed on to us from ancient Greek letters, of which the above fragments are the most characteristic,

the undersigned mayors of Olympia, Ilida and Sparta, inspired by our revered forebears and following the example of Kleosthenes, Iphitos and Lycurgus, today symbolically renew, in the birthplace of the Olympic Games and the Olympic Ideals, and declare to all the world the sacred agreement of antiquity, the Olympic Truce.

In the presence of prominent representatives of the local, national and global community and of the Olympic Movement, who co-sign the present declaration in the city where ancient mythology and tradition meet modern history,

we ask that weapons be laid down and that all hostilities be ceased around the world, throughout the period from the seventh day before the start of the XXIII Olympic Winter Games until the seventh day following the end of the XII Paralympic Winter Games, to be held in PyeongChang, Republic of Korea, so that we bring the world together in a safe and peaceful environment, and let the Olympic Games inspire the citizens of the world, and the present and future young generations, around peace.

In: http://petition.olympictruce.org/

PIB do Turismo do Rio Caiu nos Últimos Anos

Nem Tudo o que Reluz é Ouro

O PIB do turismo do Rio de Janeiro caiu nos últimos anos.  Apesar de ter recebido sete jogos do Campeonato do Mundo de Futebol (2014) e sediado Os Jogos Olímpicos de 2016 o município do Rio de Janeiro viu a contribuição do turismo para sua economia recuar de US$ 7 biliões em 2013 para US$ 6,5 biliões.
In: Revista Valor, 21/11/2017
http://www.valor.com.br/empresas/5200973/pib-do-turismo-no-rio-caiu-nos-...

Agôn - Homo Sportivus: Estratégias & Estratagemas

Pequena Introdução a um Grande Livro

Manuel Sérgio

Para poder definir-se os limites do pensamento, impõe-se uma análise crítica da linguagem. Assim o pensava Wittgenstein, alardeando a firme convicção de que a linguagem e o pensamento são dois aspetos da mesma realidade. No Tractatus, o dizível tem interesse, pois corresponde ao que se pode saber e verificar. Demais, para este filósofo, a filosofia é uma atividade (não é uma doutrina) que consiste na análise e no esclarecimento das proposições respeitantes ao sentido, devendo este ser verdadeiro, na sua forma lógica e verificável, através da experiência. Nesta perspetiva, as ciências da natureza respondem perfeitamente ao que o Tractatus elabora e representam um modelo privilegiado para qualquer afirmação gnosiológica. Seguindo a tradução de M.S. Lourenço da proposição 6,53 do Tractatus: “O método correto da Filosofia seria o seguinte – só dizer o que pode ser dito, isto é, as proposições das ciências naturais”. Fica então nítido que, na filosofia do primeiro Wittgenstein, a reflexão há-de corporizar-se num sistema de símbolos, em ordem rigorosa e conclusiva, esgotando-se na e pela linguagem. Para construir proposições lúcidas e lógicas, necessário se torna trabalhá-las com processos simbólicos, unidos e articulados e relacionados, de acordo com as regras da lógica. E assim o pensamento faz-se lógica e esta se traduz por símbolos linguísticos. Mas as afirmações lógicas pouco valem, enquanto a sua verdade não for confirmada (ou infirmada) pela experiência. E, porque triunfa o modelo das ciências da natureza, as afirmações da filosofia não passam de pseudoproposições não criticáveis, não demonstráveis, não significativas, não sensatas. A metafísica, por exemplo, é inexprimível, porque se trata de uma série de enunciados linguisticamente erróneos. Se me fixar, no primeiro Wittgenstein, a minha presença, neste quase prefácio, torna-se demasiado insignificante, para um livro notável que é, sem favor, uma preciosa contribuição ao desenvolvimento do desporto nacional.                         

Democracia, Olimpismo e Liberdade de Expressão

António Fonseca e Costa

(...) Nos últimos cerca de quarenta e três anos, como bom observador que me prezo ser, assisti, com complacência e algum divertimento, a transformações ideológicas pessoais em que alguns protagonistas da extrema-esquerda se adaptaram às conveniências do tempo político, ao discurso vigente e aos comportamentos de acordo com as pessoas e as instituições que, em cada momento, lideravam os novos tempos políticos. E, recordo que, alguns deles, até tinham tido comportamentos e expressado opiniões de grande agressividade como foram as que envolveram os lamentáveis saneamentos políticos de professores como Abano Estrela, Mário Moniz Pereira e Nelson Correia Mendes que lecionavam no INEF.

Texto completo in: A Bola - on line, 2017-10-12)

Desporto & Gestão

O Sentido da Gestão do Desporto

Gustavo Pires

O conceito de sentido, para além dos tradicionais cinco sentidos (visão, tato, audição, olfato e paladar) pode ter vários significados. No quadro do presente ensaio vamos utilizar o conceito tendo em atenção: (1º) uma perspetiva epistemológica que enquadra a perceção de uma determinada realidade que, em termos singulares, cada um assume relativamente à gestão do desporto; (2º) um cenário prospetivo relativamente ao futuro da própria gestão o desporto. Se existe atividade humana à qual a gestão sempre esteve ligada, essa atividade é o desporto.

Porque é que o Desporto Precisa da Pedagogia?

António Rosado (*)

A educação é sempre orientada por um ideal de Hu-manidade, por uma axiologia, por um sistema de valores e de crenças, daí resul-tando uma determinada concepção de Homem e uma particular intenção de (trans)formação do Homem. Essa transformação é sempre um projecto enraizado na Utopia, sempre aberto e livre, sempre criador de humanidade.

Na realidade, o Homem é sempre um homem de desejo, mais percurso do que meta; o que o move é o mal-estar provocado por uma realidade que deseja que mude, pela angústia da sua condição humana, talvez pela presença esperada do divino. (ler)

Processo de Candidatura a um Evento Desportivo

Normas e Procedimentos Fundamentais

Eduardo Monteiro

A organização de um grande evento desportivo quer se trate de âmbito internacional ou nacional, é sempre antecedido de um processo de candidatura sobre o qual existem regras bem definidas que não sendo iguais para todos os desportos são, no entanto, muito semelhantes na grande maioria dos aspectos. Existem manuais de candidatura elaborados pelos organismos internacionais. Quando se trata dos Jogos Olímpicos o manual é elaborado pelo Comité Olímpico Internacional, se são Campeonatos do Mundo cabe essa função às Federações Internacionais das diferentes modalidades, se forem os Festivais Olímpicos da Juventude Europeia a responsabilidade é dos Comités Olímpicos Europeus e dos Campeonatos Europeus são as respectivas Federações a elaborar o documento.

A Origem do Comité Olímpico de Portugal

XIX Sessão Anual - Almeirim

João Marreiros

​A 4 de Junho de 1992 Assembleia Plenária Extraordinária aprovou os novos Estatutos do COP que, para além de terem alterado o nome do Comité Olímpico Português para Comité Olímpico de Portugal, por via burocrática, contra a história, institucionalizaram uma nova data para a fundação da instituição. O Doutor João Marreiros em 2006 fez um levantamento circunstanciado dos acontecimentos que apresentou na sessão anual da Academia Olímpica. Para memória futura, aqui fica o trabalho por ele apresentado.    

(ver)

1912. Fundação do Comité Olímpico Português

Novo livro de Gustavo Pires (**)

Manuela Hasse (*)

Foi lançado, a 10 de Maio do corrente, no Salão Nobre da Faculdade de Motricidade Humana, um novo trabalho de G. Pires. Um estudo rigorosamente documentado, baseado em fontes impressas, uma pesquisa minuciosa que se lê de um folgo tal o interesse que desperta e uma escrita que conduz o leitor – não por um penoso trabalho académico, como muitos são – mas por uma investigação que se acompanha como se de um livro policial se tratasse. A trama gira à volta de duas questões: a primeira, desde os finais de 1800, quando o mundo europeu começava a mudar para aquilo que conduziria ao que conhecemos hoje, será possível encontrar alguma relação, entre os adeptos da ginástica sueca, higiénica e da educação física, com o fenómeno desporto? Segunda questão, qual foi, de acordo com os documentos reunidos, a verdadeira data da criação do Comité Olímpico Português?
Em síntese, teria existido alguma relação entre os adeptos da ginástica sueca, higiénica e da educação física e os adeptos do fenómeno desporto – em particular no que respeita a criação do Comité Olímpico Português?

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