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Moura, Vicente

Vicente Moura

Vicente Moura ficará certamente na história do Movimento Olímpico nacional como o presidente que melhores condições teve para desenvolver a missão do COP e promover o Olimpismo e o desporto no País. Contudo, Vicente Moura, para além da sede do Comité Olímpico de Portugal que se ficou sobretudo a dever a João Soares perdeu-se em guerras do tipo das do “alecrim e manjerona” que conduziram o Movimento Olímpico em Portugal a uma enorme crise de identidade.

Capitão de Mar e Guerra da Marinha Portuguesa, Vicente de Moura foi atleta de competição de natação, polo aquático, ginástica e basquetebol sem que se lhe conheça qualquer resultado digno de nota.

Enquanto dirigente desportivo presidiu de 1982 a 1990 à Federação Portuguesa de Natação sem que, também, nada de especial se tivesse notado na evolução da modalidade.

Em 1980 foi eleito membro do Comité Olímpico de Portugal (COP) e, em 1984, eleito membro da Comissão Executiva. A sua primeira grande tarefa no Comité Olímpico de Portugal foi a Chefia da Missão aos Jogos Olímpicos de Los Angels-84 cuja história pela boca daqueles que foram e não foram ainda está por fazer.

De 1984 a 88 foi Secretário-adjunto da Comissão Executiva do COP.

De 1988 a 90 foi Vice-presidente da Comissão Executiva do COP.

Em virtude de Lima Bello ter sido cooptado para membro do Comité Olímpico Internacional Vicente Moura, após eleições, acabou por cumprir a segunda parte do mandato do seu antecessor entre 1990 e 1992. Contudo, devido à maneira como abordou o desastre que foi a participação portuguesa nos Jogos Olímpicos de Barcelona acabou por não ter condições para se recandidatar.

Durante o Ciclo Olímpico de Atlanta Vicente Moura aproveitou para reforçar o seu currículo:

  • Em 1990/91 foi Vice-presidente da Comissão para o Programa Integrado de Desenvolvimento Desportivo.
  • Em 1991/92 foi m Membro da Comissão para o Desenvolvimento da Lei de Bases do Sistema Desportivo.
  • Recebeu a Medalha de Ouro da Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Natação; a Medalha de Mérito Desportivo da Câmara Municipal de Oeiras; e o Grau de Benemérito da Confederação Brasileira dos Desportos Aquáticos. Recebeu ainda em 1993 o Prémio "Fernando Machado" (dirigente do ano) atribuído pelo COP.
  • Em 1994 foi Presidente da direção do Sport Algés e Dafundo. E em 1996 - Presidente do Panathlon Clube de Lisboa.

Quatro anos depois, contrariando a máxima de Heraclito que diz que “a mesma água nunca passa duas vezes debaixo da mesma ponte” Vicente Moura acabou por ser novamente eleito presidente do Comité Olímpico de Portugal.

Depois de um mandato sem nada de especial a assinalar e uma participação olímpica em Atlanta dentro do padrão de moderação a que os portugueses se habituaram, a 6 de março de 1997 voltou a ser eleito presidente do COP, tendo, então cometido um das maiores heresias a que o Movimento Olímpico em Portugal até então tinha assistido. Vicente Moura permitiu-se acumular as funções que, em boa verdade, levantavam questões relativamente à salvaguarda da independência do Movimento Olímpico:

  • Presidente do Conselho Superior do Desporto um organismo do Sistema Desportivo português a funcionar debaixo da tutela governamental. Nomeado a 23 de abril, pelo decreto-lei 242/97.
  • Membro do Conselho de Administração da Fundação do Desporto;
  • Membro da Comissão "Desporto Século XXI", a convite da Secretaria de Estado do Desporto, entre 1998 e 1999.

 

A 8 de março de 2001 foi reeleito Presidente do COP.

A continuar…

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