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Missão Olímpica

Confusões Olímpicas

No editorial da revista “Olimpo” assinado pelo presidente do Comité Olímpico de Portugal pode ler-se que:

“… é tempo de o país abraçar a sua Equipa Olímpica e celebrar os primeiros Jogos Olímpicos em terras onde a língua e a cultura portuguesa serão o palco de todos os sonhos”.

O problema que se coloca é que, de acordo com a cultura olímpica que vem do tempo de Pierre de Coubertin e, hoje decorre da própria Carta Olímpica, não existem equipas olímpicas. O princípio terceiro da Carta Olímpica diz claramente que: “O Movimento Olímpico é a ação, concertada, organizada, universal e permanente, de todos os indivíduos e entidades que são inspirados pelos valores do Olimpismo, sob a autoridade suprema do COI. Estende-se aos cinco continentes. Atinge o seu auge com a reunião de atletas de todo o mundo no grande festival desportivo que são os Jogos Olímpicos. (…)”.

Depois do “flop” que foi a edição da moeda olímpica onde também figura a expressão “equipa olímpica” onde devia figurar “missão olímpica”, o presidente do COP, depois de ter sido advertido que se estava a cometer um enorme erro dando até a ideia de que a instituição está a ser governada através de uma cultura inculta, insiste no erro através de um discurso impresso num órgão de informação do próprio COP como é a Revista Olimpo como se, por esse facto, o erro pudesse passar a estar certo.

Claro que não faltarão aqueles que perguntarão: ― o que é que isso interessa?

Contudo, pela nossa parte, também podemos perguntar o que é que vale um vale um Movimento Olímpico (MO) sem história, sem educação e sem cultura?

Na realidade, um Comité Olímpico Nacional (CON) sem história, sem educação e sem cultura não passa de um Comité de Alta Competição.

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Story | by Dr. Radut