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A História no Seu Lugar

cop.jpgAleluia...

Muito provavelmente devido a um artigo publicado n' A Bola Digital do passado dia 28 (http://www.abola.pt/nnh/ver.aspx?id=609266), de uma forma envergonhada, à pressa e sem quaisquer explicações, finalmente, o Comité Olímpico de Portugal foi obrigado a colocar a história no seu lugar. E dizemos que foi obrigado na medida em que o relatório da instituição relativo ao ano de 2015 recentemente publicado descreve a “realização da cerimónia anual comemorativa do 106º aniversário do Comité Olímpico de Portugal, no dia 14 de Dezembro de 2015, no espaço do Centro de Congressos de Lisboa na Junqueira, com a realização de cerimónia com transmissão televisiva pela SPORTTV e com um jantar para cerca de 350 convidados com a entrega dos prémios e galardões anuais do COP". Ora bem: seria bom que o chefe da instituição José Constantino explicasse aos portugueses, aos 350 convidados entre presidente, ministros embaixadores e quejandos e em especial ao Movimento Olímpico português como é que é possível o COP ter comemorado o 106º aniversário a 14 de dezembro de 2015 e anunciar no site o 104º aniversário da instituição no dia 30 de abril de 2016.
Entretanto, já que foi obrigado a voltar à história seria bom que o COP fizesse justiça àqueles que como Orlando Azinhais e Sequeira Andrade, desde os anos setenta, denunciaram um erro histórico inadmissível. Esperamos que o COP corrija o erro junto do Comité Olímpico Internacional bem como peça desculpa aos presidentes Antonio Samaranch (falecido) e Jacques Rogge que se deslocaram a Portugal para participarem nas farsas que foram as comemorações do 75º aniversário bem como do centenário da instituição. Esperamos também que o COP peça desculpa aos dois ex presidentes da República, Ramalho Eanes e Cavaco Silva bem como aos ex primeiros-ministros e vários membros do Governo que, também, foram obrigados a participar nas referidas farsas. Finalmente, os dirigentes do COP devem pedir desculpa aos portugueses por terem envolvido o Movimento Olímpico Nacional durante 32 anos numa profunda mentira denunciada desde a primeira hora por Orlando Azinhais. A atual direção, depois de ter tido três oportunidades (2013, 2014, 2015) para o fazer resolveu, à última da hora, sem quaisquer explicações, corrigir a situação. Contudo, um certo pudor requeria algumas explicações a fim de explicar aos portugueses porque é que só agora o fez. Com o conhecimento da situação que já existia levar três anos para corrigir um erro é muito tempo que revela muita ignorância. Esperamos que, agora, os senhores dirigentes do COP saibam explicar os motivos não só historiográficos como epistemológicos de tal mudança de opinião...

GP, 2016-04-30.

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Story | by Dr. Radut