Portuguese English

A Empresa como Organismo Vivo

José Soares

O Corpo como Exemplo de Boas Práticas

José Soares

 
José Soares (52), é professor catedrático de Fisiologia na Faculdade de Ciências do Desporto da Universidade do Porto. A sua actividade profissional está também ligada ao desporto de alto rendimento.
José Soares, na linha de Gareth Morgan trás o poder da metáfora biológica para o mundo da gestão e da organização das empresas. A originalidade do seu trabalho está no facto de ter construído um conjunto de analogias entre diversos aspectos biológicos da condição humana bem como das doenças que afectam o homem e colocá-los ao serviço de uma melhor compreensão do que se passa no mundo das empresas. A partir daí, José Soares procura definir o ”antibiótico” ajustado à resolução dos problemas.
 A analogia, do grego “ἀναλογία” é um processo através do qual se processa a transferência de informação, significado ou conhecimento acerca de um determinado assunto de origem para outro assunto considerado alvo. É a inferência ou um argumento de um caso particular para outro caso particular. Deste modo, a analogia desempenha um papel importante na resolução de problemas, na tomada de decisão, na percepção e explicação de situações, na memória e na cultura das organizaçõe, na criatividade, e na emoção.
.Assim sendo, a analogia é uma ferramenta indispensável não só no domínio da aquisição de conhecimento novo como, também, para conseguir uma melhor e mais compreensível comunicação entre as pessoas. Por isso,  em muitas circunstâncias,  é considerada o “núcleo central da cognição” no interior das organizações.  E diz José Soares:
Uma das características mais preciosas do nosso organismo é a capacidade de as células, tecidos, órgãos, aparelhos e sistemas trabalharem em equipa, obedecendo aos limites de
influência de cada um, comunicando entre si e respeitando o princípio fundamental de que o resultado final terá de ser a eficiência: o menor dispêndio de energia para o maior retorno. Quando o nosso corpo gasta mais energia do que a necessária, algo vai

 

mal. Tal como na empresa. No corpo e nas organizações, perda de eficiência é perda de rendimento. Todos nós já sentimos arrepios de frio quando temos febre. Quem não se lembra das tremuras no início de um processo febril? Mas por que razão o corpo treme e, portanto, faz subir a temperatura quando já estamos demasiado quentes? Entre outras razões, porque os nossos sistemas de regulação da temperatura foram repentinamente estimulados com um aumento abrupto da temperatura interna. O mesmo acontece quando na empresa recebemos uma encomenda de dimensões fora do normal. O que faz, normalmente, a empresa? «Treme», em sentido figurado. Primeiro, reage com exagero, contrata novos colaboradores, altera os procedimentos e regras, compra novos equipamentos ... E, passada a fase do impacto, adapta-se e ajusta-se. Tal como o corpo. 

 

 

Menu principal

Story | by Dr. Radut