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Comité Olímpico de Portugal

Ao Serviço do Governo

Segundo notícia do COP (26.07.2013) [1] realizou-se a cerimónia de assinatura dos contratos-programa para o ciclo olímpico e paralímpico Rio 2016.

José Manuel Constantino, no final da cerimónia, comentou o acordo hoje assinado. "É um pacote financeiro que tem algum significado comparativamente ao do ciclo anterior, mas em relação ao presente ano não se verificaram alterações significativas. O que vai ser recebido em 2013 é que vai provocar dificuldades, porque o próprio COP vai ter de assumir parte das responsabilidades que deveriam ser assumidas pelo Governo. O Governo deu-nos conta de que não tem meios para disponibilizar mais recursos financeiros, portanto vamos nós assumir, com a garantia do Governo de que será recuperado o investimento no exercício de 2014".

O presidente do Comité Olímpico de Portugal manifestou, contudo, a sua compreensão para o facto, dado que a "situação muito difícil do ponto de vista financeiro obriga a que estes processos sejam também eles excecionais. O Governo está sujeito à insuficiência de meios que tem para apoiar os processos de desenvolvimento desportivo. Como tal, pode dizer-se que em 2014 se inicia efetivamente e na sua plenitude o programa de preparação olímpica, porque até ao final de 2013 é a continuidade do que se iniciou em janeiro".

Como é que alguém pode garantir que em 2014 vai resolver os problemas deixados de 2013? Como é que alguém pode sequer pensar que 2014 vai ser mais favorável do que 2013? Como é que é possível que o COP, tal qual repartição pública ao serviço do Governo, esteja a financiar o próprio Governo?


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Story | by Dr. Radut