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1906

Casa Real

Portugal: Cem Anos de Olimpismo

Gustavo Pires & Elsa Pereira

 Ao contrário daquilo que a propaganda republicana dizia, D. Carlos I foi um dos monarcas mais inteligentes e capazes do seu tempo, sempre fiel à monarquia constitucional. Foi um governante sério e preocupado com os problemas do País e o bem-estar dos portugueses. Contudo, só a partir dos anos vinte é que os portugueses começaram a alterar a sua opinião relativamente ao monarca. A partir de então, foram publicados vários livros acerca de D. Carlos que frisavam não só as suas qualidades humanas, bem como a sua capacidade política, as suas competências científicas e a sua sensibilidade artística. Mas D. Carlos foi também um desportista de reconhecidos méritos. Ele foi justamente considerado o primeiro “sportsman” português. Ora, parece-nos uma falha de lesa-majestade que este facto da vida do monarca não tenha sido devidamente biografado, tanto mais que o Rei foi o responsável pela introdução do Movimento Olímpico em Portugal. O presente ensaio tem por objectivo desenvolver o currículo desportivo do penúltimo Rei de Portugal, barbaramente assassinado em 1 de Fevereiro de 1908.

Até que apareçam novos dados, a carta de aceitação do cargo de “Encarregado de Negócios em Portugal do Comité Olímpico Internacional”, por indicação de D. Carlos Rei de Portugal, escrita por António Lancastre em 9 de Junho de 1906 a Pierre de Coubertin, constitui um acto formal com a dignidade necessária que estabelece o momento de arranque do Movimento Olímpico em Portugal. Por outro lado, não sendo aquele acto um acto isolado mas a consequência lógica que decorre de uma vida dedicada ao desporto, atribui também a D. Carlos I, 34º Rei de Portugal, independentemente do regime político, o estatuado de patrono do Movimento Olímpico português. Assim se faça justiça.

 

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Story | by Dr. Radut