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Olimpismo & Futebol

Jogos Olímpicos

Uma das modalidades a que o futuro presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP) deve dar o máximo da sua inteligência é ao futebol. E deve dar tanta mais inteligência quanto se sabe que, no passado, as decisões relativas à modalidade rainha do desporto português se primaram por alguma coisa foi pela falta dela. Porque, se de uma maneira geral, nos últimos anos, o COP funcionou abaixo da linha de “projeção de tendência” com enormes prejuízos para o desporto português, no que diz respeito ao futebol esta situação, por diversos motivos, revelou-se dramática para o País.

Desporto & Gestão

O Sentido da Gestão do Desporto

Gustavo Pires

O conceito de sentido, para além dos tradicionais cinco sentidos (visão, tato, audição, olfato e paladar) pode ter vários significados. No quadro do presente ensaio vamos utilizar o conceito tendo em atenção: (1º) uma perspetiva epistemológica que enquadra a perceção de uma determinada realidade que, em termos singulares, cada um assume relativamente à gestão do desporto; (2º) um cenário prospetivo relativamente ao futuro da própria gestão o desporto. Se existe atividade humana à qual a gestão sempre esteve ligada, essa atividade é o desporto.

Missão Olímpica

Confusões Olímpicas

No editorial da revista “Olimpo” assinado pelo presidente do Comité Olímpico de Portugal pode ler-se que:

“… é tempo de o país abraçar a sua Equipa Olímpica e celebrar os primeiros Jogos Olímpicos em terras onde a língua e a cultura portuguesa serão o palco de todos os sonhos”.

O problema que se coloca é que, de acordo com a cultura olímpica que vem do tempo de Pierre de Coubertin e, hoje decorre da própria Carta Olímpica, não existem equipas olímpicas. O princípio terceiro da Carta Olímpica diz claramente que: “O Movimento Olímpico é a ação, concertada, organizada, universal e permanente, de todos os indivíduos e entidades que são inspirados pelos valores do Olimpismo, sob a autoridade suprema do COI. Estende-se aos cinco continentes. Atinge o seu auge com a reunião de atletas de todo o mundo no grande festival desportivo que são os Jogos Olímpicos. (…)”.

Depois do “flop” que foi a edição da moeda olímpica onde também figura a expressão “equipa olímpica” onde devia figurar “missão olímpica”, o presidente do COP, depois de ter sido advertido que se estava a cometer um enorme erro dando até a ideia de que a instituição está a ser governada através de uma cultura inculta, insiste no erro através de um discurso impresso num órgão de informação do próprio COP como é a Revista Olimpo como se, por esse facto, o erro pudesse passar a estar certo.

Claro que não faltarão aqueles que perguntarão: ― o que é que isso interessa?

Contudo, pela nossa parte, também podemos perguntar o que é que vale um vale um Movimento Olímpico (MO) sem história, sem educação e sem cultura?

Na realidade, um Comité Olímpico Nacional (CON) sem história, sem educação e sem cultura não passa de um Comité de Alta Competição.

Porque é que o Desporto Precisa da Pedagogia?

António Rosado (*)

A educação é sempre orientada por um ideal de Hu-manidade, por uma axiologia, por um sistema de valores e de crenças, daí resul-tando uma determinada concepção de Homem e uma particular intenção de (trans)formação do Homem. Essa transformação é sempre um projecto enraizado na Utopia, sempre aberto e livre, sempre criador de humanidade.

Na realidade, o Homem é sempre um homem de desejo, mais percurso do que meta; o que o move é o mal-estar provocado por uma realidade que deseja que mude, pela angústia da sua condição humana, talvez pela presença esperada do divino. (ler)

Processo de Candidatura a um Evento Desportivo

Normas e Procedimentos Fundamentais

Eduardo Monteiro

A organização de um grande evento desportivo quer se trate de âmbito internacional ou nacional, é sempre antecedido de um processo de candidatura sobre o qual existem regras bem definidas que não sendo iguais para todos os desportos são, no entanto, muito semelhantes na grande maioria dos aspectos. Existem manuais de candidatura elaborados pelos organismos internacionais. Quando se trata dos Jogos Olímpicos o manual é elaborado pelo Comité Olímpico Internacional, se são Campeonatos do Mundo cabe essa função às Federações Internacionais das diferentes modalidades, se forem os Festivais Olímpicos da Juventude Europeia a responsabilidade é dos Comités Olímpicos Europeus e dos Campeonatos Europeus são as respectivas Federações a elaborar o documento.

A Origem do Comité Olímpico de Portugal

XIX Sessão Anual - Almeirim

João Marreiros

A 4 de Junho de 1992 Assembleia Plenária Extraordinária aprovou os novos Estatutos do COP que, para além de terem alterado o nome do Comité Olímpico Português para Comité Olímpico de Portugal, por via burocrática, contra a história, institucionalizaram uma nova data para a fundação da instituição. O Doutor João Marreiros em 2006 fez um levantamento circunstanciado dos acontecimentos que apresentou na sessão anual da Academia Olímpica. Para memória futura, aqui fica o trabalho por ele apresentado.  (ver)

1912. Fundação do Comité Olímpico Português

Novo livro de Gustavo Pires (**)

Manuela Hasse (*)

Foi lançado, a 10 de Maio do corrente, no Salão Nobre da Faculdade de Motricidade Humana, um novo trabalho de G. Pires. Um estudo rigorosamente documentado, baseado em fontes impressas, uma pesquisa minuciosa que se lê de um folgo tal o interesse que desperta e uma escrita que conduz o leitor – não por um penoso trabalho académico, como muitos são – mas por uma investigação que se acompanha como se de um livro policial se tratasse. A trama gira à volta de duas questões: a primeira, desde os finais de 1800, quando o mundo europeu começava a mudar para aquilo que conduziria ao que conhecemos hoje, será possível encontrar alguma relação, entre os adeptos da ginástica sueca, higiénica e da educação física, com o fenómeno desporto? Segunda questão, qual foi, de acordo com os documentos reunidos, a verdadeira data da criação do Comité Olímpico Português?
Em síntese, teria existido alguma relação entre os adeptos da ginástica sueca, higiénica e da educação física e os adeptos do fenómeno desporto – em particular no que respeita a criação do Comité Olímpico Português?

Fundação do Comité Olímpico Português

pintocorreia.jpgO Revisionismo Histórico do COP: Derepentemente 106 anos são 104!

José Pinto Correia

O Comité Olímpico de Portugal anda há muitos anos a considerar uma data errónea para a sua fundação. Nunca o quis admitir ao longo do imenso consulado de Vicente Moura e do mais recente, mas já com mais de três anos, de José Manuel Constantino. Durante cada um dos sucessivos anos o Comité sempre foi fazendo comemorações daquele pretenso aniversário. E no final de 2015, em mais um destes faustos cerimoniais, acabou a convidar imensa gente para a celebração do seu ilusório 106º aniversário. Houve muitos conhecedores do desporto que avisaram sem efeito os dirigentes do COP para a falsidade histórica em que estavam sistematicamente a incorrer. Sempre sem qualquer sucesso. Eis senão quando agora há uns dias o sítio digital do Comité vem noticiar que afinal se comemora a 30 de Abril o 104º aniversário da sua fundação.

1912 – Fundação do Comité Olímpico Português

Apresentação do Livro

 

O livro intitulado “1912 – Fundação do Comité Olímpico Português” vai ser apresentado numa cerimónia pública, a realizar no próximo dia 10 de maio pelas 18.00 horas no Salão Nobre da Faculdade de Motricidade Humana.

A apresentação do livro vai estar a cargo do Prof. Manuel Sérgio e da Prof.ª Manuela Hasse.

 

A História no Seu Lugar

cop.jpgAleluia...

Muito provavelmente devido a um artigo publicado n' A Bola Digital do passado dia 28 (http://www.abola.pt/nnh/ver.aspx?id=609266), de uma forma envergonhada, à pressa e sem quaisquer explicações, finalmente, o Comité Olímpico de Portugal foi obrigado a colocar a história no seu lugar. E dizemos que foi obrigado na medida em que o relatório da instituição relativo ao ano de 2015 recentemente publicado descreve a “realização da cerimónia anual comemorativa do 106º aniversário do Comité Olímpico de Portugal, no dia 14 de Dezembro de 2015, no espaço do Centro de Congressos de Lisboa na Junqueira, com a realização de cerimónia com transmissão televisiva pela SPORTTV e com um jantar para cerca de 350 convidados com a entrega dos prémios e galardões anuais do COP". Ora bem: seria bom que o chefe da instituição José Constantino explicasse aos portugueses, aos 350 convidados entre presidente, ministros embaixadores e quejandos e em especial ao Movimento Olímpico português como é que é possível o COP ter comemorado o 106º aniversário a 14 de dezembro de 2015 e anunciar no site o 104º aniversário da instituição no dia 30 de abril de 2016.
Entretanto, já que foi obrigado a voltar à história seria bom que o COP fizesse justiça àqueles que como Orlando Azinhais e Sequeira Andrade, desde os anos setenta, denunciaram um erro histórico inadmissível. Esperamos que o COP corrija o erro junto do Comité Olímpico Internacional bem como peça desculpa aos presidentes Antonio Samaranch (falecido) e Jacques Rogge que se deslocaram a Portugal para participarem nas farsas que foram as comemorações do 75º aniversário bem como do centenário da instituição. Esperamos também que o COP peça desculpa aos dois ex presidentes da República, Ramalho Eanes e Cavaco Silva bem como aos ex primeiros-ministros e vários membros do Governo que, também, foram obrigados a participar nas referidas farsas. Finalmente, os dirigentes do COP devem pedir desculpa aos portugueses por terem envolvido o Movimento Olímpico Nacional durante 32 anos numa profunda mentira denunciada desde a primeira hora por Orlando Azinhais. A atual direção, depois de ter tido três oportunidades (2013, 2014, 2015) para o fazer resolveu, à última da hora, sem quaisquer explicações, corrigir a situação. Contudo, um certo pudor requeria algumas explicações a fim de explicar aos portugueses porque é que só agora o fez. Com o conhecimento da situação que já existia levar três anos para corrigir um erro é muito tempo que revela muita ignorância. Esperamos que, agora, os senhores dirigentes do COP saibam explicar os motivos não só historiográficos como epistemológicos de tal mudança de opinião...

GP, 2016-04-30.

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