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Federação Portugueza de Sports

Sociedade Promotora de Educação Physica Nacional

Gustavo Pires

Uma das mais estranhas situações relativas à fundação do Comité Olímpico Português tem a ver com a existência, nos arquivos do Centro de Estudos Olímpicos do COI que funciona no Museu Olímpico em Lausanne, de uma carta datada de 2 de abril de 1914, datilografada em papel timbrado da Associação Portugueza de Sports, dirigida a Pierre de Coubertin e assinada por Álvaro Gaia. Diz a carta que um grupo significativo de organizações desportivas decidiu fundar a Federação Portugueza de Sports a fim de “reunir e orientar os esforços dos vários elementos dispersos”.

Em 10 de Janeiro de 1914 Pierre de Coubertin tinha enviado uma carta ao Comité Olímpico Português em que perguntava qual a situação do Movimento Olímpico em Portugal. No dia 23 de Janeiro de 1914 o Comité Olímpico Português respondeu a Coubertin, dizendo-lhe que tinha sido enviado um inquérito a todas as associações desportivas relativo às questões a debater no Congresso de Paris que se realizaria no mesmo ano, respostas que seriam acordadas com o Conde Penha Garcia representante do Comité Olímpico Internacional em Portugal. Mais dizia a carta que o Comité Olímpico Português seria representado no Congresso de Paris por António Osorio e Fernando Correa. Assim sendo, ao contrário do que o discurso oficial proclama, em 1914, o Comité Olímpico Português estava ativo, embora com pouca atividade.

Mas qual era o objetivo da Federação Portugueza de Sports?

A Carta de Jayme Mauperrin dos Santos

Constituição do Comité Olímpico de Portugal


No que diz respeito à data da comemoração do centenário do Comité Olímpico de Portugal (COP), a única coisa que pode ser tida como certa é que a data está errada. E são vários os factos e os argumentos que provam que a data em que o COP comemorou os cem anos não tem qualquer sentido, já que se sustenta num conjunto de confusões históricas com as quais os dirigentes desportivos se habituaram a viver sem qualquer sentido crítico.


Hoje, é possível afirmar que a data em que o COP pretende comemorar os cem anos de vida – 26 de Outubro de 2009 –, significa, antes de tudo, um acto de apropriação indevida, na medida em que a referida data pertence à Sociedade Promotora da Educação Physica Nacional (SPEPN) que, de facto, até prova conclusiva em contrário, nasceu a 26 de Outubro de 1909.

Fundação do Comité Olímpico de Portugal

30 de Abril de 1912


O Comité Olímpico Português foi fundado em 30 de Abril de 1912 com a finalidade de organizar a equipa portuguesa que ia participar nos Jogos Olímpicos da V Olimpíada que se realizavam em Estocolmo. "Os Sports Ilustrados" jornal dirigido por José Pontes  um "sportman" de grande prestígio e credibilidade que viria a ser presidente do Comité Olímpico Português e representante em Portugal do Comité Olímpico Internacional anunciou a 4 de Maio de 1912 tal acontecimento. Nesta conformidade, no próximo dia 30 de Abril deverá ser comemorado o centenário do Comité Olímpico de Portugal.



 


Centenário do Comité Olímpico de Portugal

Comité Olímpico Português - 1912-2012


O Cinquenteário do COP Comemorou-se em 1962


O ofício de Nobre Guedes ao  tempo Presidente do Comité Olímpico Português para Otto Mayer o chanceler do Comité Olímpico Internacional informando-o de que o COP comemorou o quinquagésimo aniversário em 1962 é mais uma prova de que o COP ao ter comemorado o centenário em 2009 cometeu um enorme equívoco histórico.

Mas não foi só Nobre Guedes a informar a ocorrência. Também Aníbal Vieira Secretário-geral do Comité Olímpico de Português enviou uma placa comemorativa do cinquentenário do COP a Lydie Zanchi Secretária do Comité Olímpico internacional.

 

Ofício de Nobre Guedes para Otto Mayer Chanceler do Comité Olímpico Internacional.


 

 Ofício de Aníbal Vieira Secretário-geral do Comité Olímpico Português dirigida a Lydie Zanchi



Lydie Zanchi foi responsável pelo secretariado do Comité Olímpico Internacional durante cerca de quarenta anos. Reformou-se em 1946. 


Documentos obtidos no Centro de Estudos Olímpicos do Museu Olímpico do Comité Olímpico Internacional.   

A Questão da Fundação do COP

A Placa Comemorativa do Cinquentenário


Gustavo Pires


O Comité Olímpico de Portugal (COP), durante o ano de 2009, comemorou os seus cem anos de vida, mais concretamente a 26 de Outubro que é a data que nos seus estatutos consta como a da sua fundação em 1909.
O problema é que o COP comemorou cem anos, sem que os tenha cumprido, na medida em que a data em causa, segundo muitos investigadores que se têm dedicado ao estudo do Movimento Olímpico em Portugal não tem nem a consistência nem a credibilidade necessárias. De facto, a referida data, de há diversos anos a esta parte, tem sido posta em causa, desde logo pelo antigo Inspector Superior da Direcção Geral dos Desportos, Dr. Orlando Azinhais, bem como pelo jornalista do Diário de Notícias Sequeira Andrade e até pelo actual presidente da Confederação do Desporto de Portugal o Prof. Carlos Cardoso.
Por paradoxal que possa parecer, a data em que se pretendeu comemorar o aniversário do COP, nem por excesso nem por defeito, tem, com o que quer que seja, a ver com a verdade histórica. E são vários os factos e os documentos que indicam não ter sido o COP fundado na referida data.


A fim de esclarecer este imbróglio é necessário começar por responder à seguinte questão: Porque é que hoje se considera ter o COP nascido a 26 de Outubro de 1909, quando nem sempre foi assim?

O Caso do Olimpismo Português

João Sequeira Andrade (*)

Desde 1984 que o problema da fundação do Comité Olímpico de Portugal tem motivado troca de opiniões e diferentes conclusões.

Em rigor, porém, a questão foi inicialmente levantada em 1979, quando no seio do próprio Comité o dr. Orlando Azinhais se apercebeu de que se intentava a comemoração das Bodas de Diamante em 1984.

A Monarquia o Olimpismo e a República

A Questão da Fundação do COP

Gustavo Pires
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A carta de aceitação do cargo de “Encarregado de Negócios em Portugal do Comité Olímpico Internacional” escrita por indicação de D. Carlos Rei de Portugal, por António Lencastre em 9 de Junho de 1906 a Pierre de Coubertin, tem a dignidade necessária para ser considerada como a da fundação do Comité Olímpico de Portugal (COP). Segundo julgamos saber, foi pela primeira vez publicada em Portugal pelo Norte Desportivo em 10 de Junho de 2006, quer dizer, cem anos e um dia depois de ter sido enviada. Nela pode ler-se:

“Le Comité Olympic International, dû à votre obligeance, tiendrait à m’elire représentant de mon pays ou sein de votre honorable compagnie. Touché de votre bienveillance je m’expresse de porter à votre connaissance que j’accèpte votre indication avec le plus grand plaisir, soucieux de’apporter mon concours à votre œuvre. ... ”

D. Carlos

A Primeira Participação - Falsa Partida

Toda a lógica da institucionalização do desporto moderno a partir do arranque do Movimento Olímpico aconteceu nesse sentido. E este foi um dos objectivos principais senão o objectivo principal de Pierre de Coubertin quando institucionalizou os Jogos Olímpicos da era moderna. Era o espírito da época. No entanto, os primeiros Jogos Olímpicos da era moderna realizados em Atenas no ano de 1896, muito embora tivessem sido, contra algumas expectativas, um enorme êxito, pelos dados que, até hoje, foi possível apurar, foram completamente ignorados em Portugal. 

Depois, os Jogos da II Olimpíada, realizados em 1900 em Paris, embora sem qualquer consciência e sem nenhumas consequências, já tiveram algum eco no País.

A Questão da Fundação do COP

Cem Anos


Gustavo Pires


O Comité Olímpico de Portugal (COP), durante o ano de 2009, comemorou os seus cem anos de vida, mais concretamente a 26 de Outubro que é a data que nos seus estatutos consta como a data da sua fundação em 1909.


O problema é que o COP comemorou cem anos, sem que os tenha cumprido, na medida em que a data em causa, segundo muitos investigadores que se têm dedicado ao estudo do Movimento Olímpico em Portugal não tem nem a consistência nem a credibilidade necessárias. De facto, a referida data, de há diversos anos a esta parte, tem sido posta em causa, desde logo pelo antigo Inspector Superior da Direcção Geral dos Desportos, Dr. Orlando Azinhais, bem como pelo jornalista do Diário de Notícias Sequeira Andrade e até pelo actual presidente da Confederação do Desporto de Portugal o Prof. Carlos Cardoso.

O Currículo Desportivo do Rei D. Carlos


D. Carlos I – O Mal Compreendido


Gustavo Pires
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O Presidente da República Aníbal Cavaco Silva, inaugurou no passado dia 1 de Fevereiro de 2008 em Cascais, uma estátua de D. Carlos que representa o rei no iate “Amélia”, uma obra que homenageia um monarca que ficará para a história de Portugal como o “mal compreendido”.
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